Chernobyl
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2019: As 10 séries do ano para o Espalha-Factos

Antes de saudar oficialmente o novo ano, a melhor forma de terminar 2019 é através de um balanço dos seus destaques. No contexto televisivo, foram inúmeras as séries que nos encheram as medidas e que marcaram os ecrãs ao longo dos últimos doze meses.

Desde as estreias aos títulos já conhecidos, fica a conhecer as séries internacionais que o Espalha-Factos selecionou como sendo as melhores do ano.

Living with Yourself

No campo da comédia, Living with Yourself destacou-se pela forma como conjuga o humor com o drama existencial. Criada por Thimothy Greenberg, a série estreou a 18 de outubro na Netflix.

Ao longo de oito episódios, o conflito identitário do protagonista, Miles (Paul Rudd), abre espaço para questões quanto à dualidade do ser humano e à procura desenfreada pela melhor versão de nós mesmos. A série surge não só como um retrato sincero da relação que o protagonista estabelece consigo mesmo, mas também como um possível reflexo de quem assiste ao desenrolar da narrativa.

LWY

The Act

Roubando a atenção do público este ano, The Act é um drama criminal que triunfa pela forma como liga as temáticas da doença e do amor. Criada por Nick Antosca e por Michelle Dean, a série estreou, no Hulu, a 20 de março. O principal trunfo da história assenta no desconforto causado no telespectador ao retratar tanto o estado de saúde de Gypsy Rose Blanchard (Joey King), como a relação bizarra que a mesma estabelece com a mãe, Dee Dee Blanchard (Patricia Arquette). É um relato macabro que nos faz questionar os limites do amor.

the act

Fleabag 2

Lançada três anos após a estreia, a segunda temporada da tragicomédia Fleabag finda a história da personagem efervescente que dá título à série. Criada por Phoebe Waller-Bridge, que também interpreta a protagonista, a continuação da história chegou à Amazon Prime Video em março deste ano. Desde a promiscuidade à agressividade da personagem, a audiência envereda numa viagem pelo mundo de uma personalidade marcada pela forte honestidade com que é desenhada.

fleabag

The Crown 3

A terceira temporada de The Crown, criada por Peter Morgan, veio consolidar o sucesso da história biográfica da coroa britânica no universo televisivo. O novo capítulo foi lançado na Netflix no dia 17 de novembro, após um longo hiato de dois anos, e transporta os fãs para uma época tumultuosa no Reino Unido. A tensão com que o reinado da Rainha Isabel II (Olivia Colman) é caraterizado levou à elevação do sucesso da série e à sua aclamação pela crítica.

the crown

Stranger Things 3

O poderio conquistado por Stranger Things já não é surpresa para ninguém. Mesmo assim, a terceira temporada superou as expetativas ao ser considerada, por muitos, como a melhor até ao momento.

A série da Netflix, criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer, regressou para a terceira parte da história a 4 de julho. Unindo cada vez mais o humano e o sobrenatural, a temporada transporta o público para um universo em que a aposta na força supra-humana sublinha que não existem barreiras quanto aos caminhos que a série pode seguir. A imprevisibilidade dos próximos passos confere-lhe um cunho imensamente sedutor.

stranger things

Years and Years

A minissérie Years and Years marcou o campo das distopias televisivas e tornou-se um fenómeno por ser, segundo o The Guardian, “a série mais assustadora de 2019.” A série de Russel T. Davies, estreada no mês de maio, tem seis episódios e, apoiando-se em questões como o populismo e a crise dos refugiados, serve de lente para um futuro aterrorizador. A história da família Lyons é compreendida entre os anos de 2019 e de 2034 e é contada num ritmo desenfreado, tornando inevitável a reflexão sobre um hipotético futuro desastroso. A missão de causar inquietação na audiência é cumprida.

years and years

When They See Us

A minissérie dramática When They See Us apresenta a especificidade de se basear numa história verídica sobre um dos crimes mais chocantes da década de 1990. Criada por Ava DuVernay e distribuída pela Netflix, a série estreou a 31 de maio e foca-se nos “The Central Park Five”, um grupo de quatro adolescentes negros e um adolescente latino que foram presos injustamente pela violação de Trisha Meili. Estamos perante a presença de estruturas de poder num contexto marcado pela tensão racial e que dá corda a discussões sobre questões como a justiça social e a discriminação racial.

when they see us

The Mandalorian

A aposta no universo de Star Wars foi um dos principais encantos do catálogo da plataforma Disney+. Através de The Mandalorian, criada por Dave Filoni e por Jon Favreau, o serviço de transmissão de vídeo passou a ter, a partir de 12 de novembro, um trunfo no campo da ação. Sem perder a essência da franquia original, o spin-off cativou o público ao acompanhar a jornada dos Mandolore. A live-action revelou-se capaz não só de cativar os fiéis seguidores da saga, mas também de chamar à atenção de um público menos familiarizado com o universo.

the mandalorian

Game of Thrones 8

A oitava temporada de Game of Thrones colocou fim a uma série que possui um legado indescritível no mundo da televisão. A criação de David Benioff e de D. B. Weiss estreou em abril deste ano e obteve uma resposta bastante divisiva por parte dos fãs. Ainda assim, a última temporada do fenómeno representa o culminar de oito anos de histórias que marcaram para sempre história da televisão mundial e que permitiram a criação de um império que não deixa ninguém indiferente. A cultura pop nunca mais será a mesma.

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Chernobyl

Foram necessários apenas cinco episódios para que o impacto de Chernobyl se tornasse inquestionável. A série da HBO estreou a 6 de maio e, desde esse preciso momento, a criação de Craig Mazin deslumbrou a audiência devido à forma brilhante como aborda o desastre nuclear de 1986. A dramatização da catástrofe cria uma atmosfera imersiva que contribui para que a marca da série seja notável. Misturando ficção com realidade, a impressionante produção do fenómeno levou ao seu reconhecimento por parte do grande público e por parte da crítica.

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