O novo filme da franquia Star Wars já está nos cinemas. É o nono capítulo da história dos Skywalker que começou há 42 anos.

Foi em 2015 que The Force Awakens estreou nos cinemas em todo o mundo. Tendo faturado mais de dois mil milhões de euros em receitas na bilheteira, o filme deu início a uma nova trilogia e representou o primeiro passo de uma nova era para Star Wars. Afinal, a franquia passou a ser propriedade da Disney, depois de George Lucas, criador deste universo, ter entregado o seu “bebé” à gigantesca produtora de entretenimento.

Depois de anos com pouca atividade, o vulcão adormecido Star Wars voltou a estar ativo e JJ Abrams foi responsável por trazer de volta o interesse do grande público à saga. Agora, passados quatro anos e com Colin Trevorrow a ficar pelo caminho, Abrams volta à cadeira de realizador para dirigir o último capítulo, que promete terminar com a história dos Skywalker.

Daisy Ridley como Rey em 'Star Wars: The Rise of Skywalker'

Daisy Ridley é Rey em ‘Star Wars: The Rise of Skywalker’ (Divulgação / Star Wars Portugal)

Entre Force Awakens e o novíssimo The Rise of Skywalker, os fãs foram presenteados com The Last Jedi. Realizado por Rian Johnson, o capítulo causou discórdia e dividiu, mais uma vez, a comunidade Star Wars em duas facções: os que adoram e os que odeiam esse filme.

Cabe agora a JJ Abrams contar o fim da saga Skywalker e mostrar o desenlace das aventuras de Rey, Finn, Poe Dameron, Chewbacca e do confronto com Kylo Ren e a sua Primeira Ordem.

O Imperador contra-ataca

Neste nono capítulo, o principal elemento que gerou expectativa e, ao mesmo tempo, alguma apreensão, aos fãs da franquia foi o regresso do Imperador Palpatine. O vilão é visto como uma das figuras mais implacáveis da galáxia e o retorno neste filme podia, de certa forma “manchar” o legado deixado em filmes anteriores.

Em termos de guião, a inclusão do mesmo pode parecer forçada em algumas situações, mas, em contrapartida, a interpretação de Ian McDiarmid é soberba e os efeitos visuais conseguem enaltecer ainda mais a presença de Darth Sidious no grande ecrã.

E é por causa desta personagem que o confronto entre Kylo Ren e Rey se evidencia. Os dilemas apresentados nos dois filmes anteriores são agora elevados a um outro patamar. Depois da morte de Snoke, Kylo é agora o Supremo Líder da Primeira Ordem e Rey aprofunda o seu treino para se tornar Jedi.

Adam Driver como Kylo Ren em Star Wars

Adam Driver é Kylo Ren em ‘Star Wars: The Rise of Skywalker’ (Divulgação / Star Wars Portugal)

Leia e Lando

Em The Last Jedi, a general Leia fazia parte do grupo resistente que tinha sobrevivido à batalha de Crait. Devido a um ataque cardíaco, a atriz Carrie Fisher faleceu em 2016 com apenas 60 anos. Apesar da infeliz circunstância, Leia é integrada no enredo de forma digna. Há um momento que pode gerar espanto aos fãs, mas, dado a rapidez, pode ser “perdoado”.

Por outro lado, Lando Calrissian, novamente interpretado por Billy Dee Williams, regressa com o estatuto de lenda viva. Apesar de não ser uma peça fundamental na trama deste filme, Lando cumpre o seu papel.

Carrie Fisher e Daisy Ridley em Star Wars: The Rise of Skywalker

Carrie Fisher e Daisy Ridley em ‘Star Wars: The Rise of Skywalker’ (Divulgação/ Star Wars Portugal)

Mais que um filme, é o fim de uma era

Star Wars: The Rise of Skywalker é um final digno de uma saga que dura há mais de 40 anos. Em termos visuais, JJ Abrams não desiludiu. Já no que diz respeito ao enredo, pode haver certos momentos que são capazes de desiludir os fãs. No entanto, o espírito de aventura que caracterizam estes filmes mantém-se intacto e é isso o maior trunfo desta franquia.

Título original: Star Wars: The Rise of Skywalker
Realização: JJ Abrams
Argumento: Chris Terrio e JJ Abrams
Elenco: Daisy Ridley, Adam Driver, Oscar Isaac, John Boyega, Billy Dee Williams
Género: Ação, Aventura
Duração: 142 minutos

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Crítica. 'Star Wars: The Rise of Skywalker' é um final digno
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