Maria Flor Pedroso (RTP) no Parlamento.
(José Sena Goulão/Lusa)

Redação da RTP acusa Maria Flor Pedroso de violar “deveres deontológicos e de lealdade”

O plenário de jornalistas convocado pelo Conselho de Redação da RTP para a tarde desta segunda-feira (16) realizou-se da mesma forma, apesar da demissão de Maria Flor Pedroso. O comunicado do órgão representativo da redação do canal público faz fortes acusações à diretora demissionária.

Os jornalistas apontam que a responsável pela informação terá violado “os deveres deontológicos dos jornalistas e de lealdade para com a redação da RTP” no decorrer da “investigação do chamado ‘Caso ISCEM‘”.

A redação lamenta ainda que Cândida Pinto, diretora-adjunta de Maria Flor Pedroso, a quem “é imputada conivência” com a diretora de informação, não tenha dado esclarecimentos e tenha estado também ausente do Conselho de Redação.

No mesmo documento, os jornalistas da estação pública sublinham rejeitar “qualquer tentativa de ingerência externa nas decisões que competem exclusivamente aos jornalistas da RTP” e reafirmam “a independência e a liberdade como pedras basilares do jornalismo”, manifestando “a unidade da redação da RTP no compromisso de seguir este caminho“.

Os factos que levaram a esta conclusão por parte dos jornalistas do canal público são os que estão constantes na ata do Conselho de Redação que reuniu na última semana, e onde as explicações dadas pela Diretora de Informação, que recusa ter dado acesso a informação privilegiada à presidente do ISCEM, não convenceram as várias equipas da RTP.

Lê aqui a ata completa:

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