TIME, revista norte-americana, classificou Dolor y Gloria (em português, Dor e Glória) de Pedro Almodóvar como o melhor filme do ano.

Nas posições seguintes ficaram The Irishman, de Scorcese, com o segundo lugar, e o terceiro lugar foi ocupado pelo trabalho mais recente de Tarantino, Once upon a time in… Hollywood.

Nesta lista figuram, também, Parasitas, um dos dramas mais polémicos do ano, do sul-coreano Bong Joon Ho, na 6.ª posição, e Little Women, uma história colorida adaptada por Greta Gerwig do livro de Louisa May Alcott, no 5.º lugar. Para a surpresa de todos, Joker não consta da lista.

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Segundo a TIME, o ator principal do filme de Pedro Almodóvar, Antonio Banderas, fez a “atuação da sua vida” ao interpretar Salvador Mallo, um cineasta cuja inspiração real é o próprio Almodóvar, que enfrenta uma dor incapacitante, dor esta que só verá acalmar no aniversário de um dos seus filmes anteriores. Outra atriz impecável no seu papel é Penélope Cruz, como mãe de Mallo.

A revista destacou ainda as cores vibrantes e as emoções intensas representadas no filme, não esquecendo o essencial que ele representa: “um hino para o misterioso, o que quer que seja, que nos mantém vivos, nos dias, meses ou dias antes dos nossos corpos nos traírem“.

Dor e Glória teve a sua estreia internacional no Cannes Film Festival, em maio de 2019, tendo sido nomeado para o Prémio Palma d’Or. Apesar de não ter vencido, Antonio Banderas venceu o prémio de Melhor Ator e Alberto Iglesias venceu o prémio de Melhor Soundtrack.

É também uma forte nomeação para Melhor Filme Internacional nos Academy Awards, que se realizarão em fevereiro de 2020, e cujo vencedor este ano, para os filmes de 2018, foi Roma.

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