Manuela Moura Guedes deixou a SIC e agora acusa a estação de televisão de ter cedido às pressões que foram feitas para a tirar do ar.

Sei que receberam muitas pressões para me afastar e também sei que é preferível terem o Francisco Louçã e o Marques Mendes, gente muito independente, como todos sabemos“, aponta.

Vai mais longe, ao referir que o espaço que apresentava no Jornal da Noite, que começou “por ter 18 minutos” e acabou depois “com oito“, foi sendo desvalorizado. Menciona que tinha “uma pessoa da pesquisa” a trabalhar com ela e que depois foi movida para o Polígrafo SIC.

A jornalista deu ainda a entender que a interrupção do programa, antes da pré-campanha para as Legislativas, foi intencional. “Deixei de comentar precisamente nessa altura. É estranho, não é?“, atira.

O desacordo entre as partes acabou selado a duas semanas da data de regresso. “Propuseram-me nas férias fazer entrevistas e eu disse-lhes que ninguém ia aceitar ser entrevistado por mim, só personalidades de terceira e quarta categorias. E portanto o projeto ia ser um flop. Insistiram na ideia e eu não aceitei. Vim-me embora“, conta à revista de televisão.

A SIC nega que tenha havido qualquer pressão para que o espaço de intervenção terminasse. “Foi proposto um formato a Manuela Moura Guedes, que inicialmente aceitou. A 15 dias de ir para o ar, Manuela Moura Guedes teve dúvidas em relação ao formato, que assentava numa entrevista, e a SIC decidiu não avançar. A história é única e exclusivamente essa e é por isso uma fantasia o tema das pressões”, argumentam os responsáveis do canal de Paço de Arcos.

A jornalista e apresentadora, que não tem conseguido manter-se com regularidade na televisão desde que foi suspenso o Jornal Nacional de Sexta da TVI, em 2009, está novamente afastada do pequeno ecrã, apesar das promessas de regresso feitas em antena por Ricardo Costa.