Durante o segundo dia oficial da Web Summit 2019, Alex Chung, co-fundador da Giphy, discursou sobre o papel dos gifs no futuro da Internet e das interações entre utilizadores nas redes sociais.

Perante um auditório completamente lotado, um dos fundadores da Giphy (base de dados e motor de busca de imagens animadas) focou a sua apresentação em torno da comunicação na Internet e, como seria de esperar, o discurso teve o apoio visual dos gifs.

O ponto de partida da conversa com a plateia foi direto ao assunto: “Como posso ganhar dinheiro com os gifs?”. A resposta foi muito simples: “Anúncios. Aliás é a forma como as plataformas como Facebook obtém receitas”, afirma Alex Chung, enquanto os ecrãs gigantes exibem uma imagem animada de Mark Zuckerberg a responder à pergunta colocada pelo co-fundador da Giphy.

De acordo com Chung, as marcas dão cada vez mais importância à criação deste tipo de conteúdo, com o objetivo de exibir “a sua personalidade” para atrair o consumidor. Em termos de alcance da audiência, o potencial é enorme. De acordo com o co-fundador da Giphy, o motor de busca tem um alcance de 700 milhões de pessoas a nível diário, que provêm do Facebook, Instagram, Snapchat e também o TikTok.

No entanto, o CEO da Giphy acredita que o grande público está saturado do modelo atual que as redes sociais apresentam. “Gostava que as redes sociais fossem melhores, porque são um grande espaço para encontrarmos as nossas tribos. Mas tornou-se tudo muito chato […] a nova geração quer fazer parte da conversa”, salienta.

“Autenticidade” e “personalidade” são duas palavras que Alex Chung adota como direção para o futuro da Giphy. Para além das imagens animadas, os stickers, a tecnológica investiu também nos mercados dos videojogos. Designado por Giphy Arcade, o conceito consiste em providenciar jogos rápidos de cerca de 15 segundos com opções de personalização.

A Giphy foi fundada em 2013 juntamente com Jace Cooke. No mês passado, Alex Chung revelou que o seu motor de busca é o segundo mais usado a nível mundial.

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