No programa da manhã da Hits Radio, Harry Styles respondeu afirmativamente quando os locutores, Fleur East, Greg Burns e James Barr, perguntaram se participaria no programa RuPaul’s Drag Race.

De forma entusiástica, o cantor disse “Potencialmente sim. Porque não?“. O programa está no ar há uma década, apresentado pela também júri drag queen que lhe dá o nome, RuPaul. Temos uma competição pelo título de Drag Queen Superstar, já atribuído a divas como Tyra Sanchez, Jinkx Moonson ou Bob The Drag Queen. É também a partir desta corrida que nos chegam carismáticas personagens como Adore Delano ou Alaska (Thunderfuck).

RuPaul’s Celebrity Drag Race, a versão de famosos do formato, tem estreia marcada para 2020. Contará com personalidades como Alyssa Edwards, Bob the Drag Queen, Trinity the Tuck, Nina West ou Trixie Mattel como mentoras.

Quanto aos participantes, ainda não há nada definitivo. Talvez Harry Styles seja um dos que ouvirá um atribulado “shantay, you stay” (ou um “sashay away“) da lendária super-model.

Harry, que é um dos quatro galãs dos One Direction (cujo hiatus se prolonga há mais tempo do que o previsto), tem surpreendido os fãs mais antigos e arranjado novos aliados, tanto com a sua música como com a sua atitude de self-discovery, liberdade e aceitação.

O que é que Harry não faz?!

Com os seus dotes musicais já estamos todos convencidos desde o The X Factor UK, em 2010. Harry, ainda um menino, fez a audição individual e passou com dois “sim”. Mais tarde, seria agrupado com outros quatro rapazes por Simon Cowell.

Especialmente desde que Harry se lançou numa carreira a solo, potenciada pelo hiatus da boysband, que nos deparamos com um homem arrojado.

Em maio de 2017, Harry Styles lançou o álbum self-titled, após promover o mesmo com a música ‘Sweet Creature‘. Um mês antes, o primeiro single do mesmo, ‘Sign of the Times‘, uma power ballad surpreendeu os fãs ansiosos do cantor e deu o pontapé de entrada de Harry num novo estilo musical, que nos One Direction não explorava.

Gil Kaufman, da Billboard, inclusive disse, sobre a música, que Harry pareceu procurar mostrar o seu alcance, esforçando-se para se distanciar do conteúdo musical genérico que produzira antes.

O britânico afirmou-se no mundo do pop rock, com inspiração de décadas anteriores a pingar das músicas do álbum homónimo. Mas o seu esforço não ficou pela música.

A seguir ao álbum, a próxima vez que o veríamos seria em Dunkirk (2017), de Christopher Nolan, onde actuou como parte das tropas britânicas na Segunda Guerra Mundial. Seria mentira dizer que esta foi a sua estreia no mundo do cinema, apesar de poder ser considerada a oficial: anteriormente, Harry já fizera parte de dois filmes sobre os One Direction, em 2013 e 2014, onde actuou como… ele próprio.

Harry é também conhecido pelos seus looks arrojados e pelo desafio à masculinidade: desde fatos excêntricos em palco ao desafiador Gucci look que exibiu na Met Gala, garantido como o melhor desta noite extravagante para vários interessados em moda.

A sexualidade

Aos fatos excêntricos, várias vezes se juntam bandeiras LBGTQ+ em palco com Harry. Apesar de ter sido sempre reservado relativamente à sua orientação sexual, disse à Rolling Stone que o faz para que todos se sintam confortáveis nos seus concertos. Isto surgiu como resposta aos rumores da sua bissexualidade, questionada desde que disse em palco “We’re all a little bit gay, aren’t we?“, em 2018.

Até ao dia, o cantor preferiu não clarificar nada sobre o assunto. Disse, em 2017, ao The Sun que não gosta de rótulos e que todos devem ser aquilo que querem ser. Todo o burburinho acerca da sexualidade de Harry Styles remonta a outras direções, antes ainda de se ter separado dos seus outros três amigos (o quarto já não lá estava desde 2015).

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No início de outubro, Harry lançou ‘Lights Up, acompanhada de um vídeoclipe pronto para uma análise minuciosa dos seus fãs. Saiu no National Coming Out Day (11 de outubro) e vemos Harry acompanhado por uma quantidade de desconhecidas e desconhecidos a si abraçados.

Ponderou-se se haveria aqui uma revelação por parte do cantor ou se, como o mesmo dizia há dois anos, apenas tenta fazer com que todos se sintam confortáveis. A primeira vez que Harry causou polémica neste tema com a sua música foi através de ‘Medicine‘, que apenas tocou ao vivo.

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