A ERCemitiu um parecer sobre o negócio muito falado entre a Media Capital e a Cofina, adiantando que não se opõe ao  negócio entre as duas entidades.

A Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) estava a analisar o caso e publicou em comunicado algumas conclusões. Remeteu agora o seu parecer para a Autoridade da Concorrência (AdC).

O Conselho Regulador da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social deliberou não se opor à operação de concentração da Cofina e Media Capital, sem prejuízo das ressalvas enunciadas na respetiva deliberação, por não se concluir que tal operação coloque em causa os valores do pluralismo e da diversidade de opiniões, cuja tutela incumbe à ERC aí acautelar”, assim pode ler-se no comunicado que a entidade publicou.

A 21 de setembro as duas entidades anunciaram a sua chegada a um acordo, com vista à compra, pelo grupo detentor do Correio da Manhã, do grupo detentor da TVI.

Foi anunciado que a aquisição dos 94,69% que a espanhola PRISA detinha na holding de media portuguesa seria feita por 170,6 milhões de euros. Além disso, a Cofina adquiriria as restantes ações e ficaria ainda com a dívida, num negócio que ascende aos 255 milhões de euros. O valor contrastou com os 400 milhões de euros que a Altice quis oferecer na venda que acabou chumbada pela Autoridade da Concorrência.

O negócio gerou bastante polémica e mereceu declarações de discórdia de várias figuras, entre elas, o novo Secretário de Estado dos Media, que se opôs por completo à compra.

Paulo Fernandes, o dono da Cofina, em declarações ao Jornal Económico já garantiu este continuará a ser “um grupo de media independente e capaz de reforçar o papel que os media têm enquanto pilar essencial à vida de uma sociedade democrática“.

Numa mensagem enviada às redações é garantido que vai “manter as linhas editoriais dos diferentes meios de comunicação social” e sublinha que quer manter “todos os profissionais que estejam dispostos a colaborar neste novo projeto”. Realça ainda “esta aquisição permite, que após alguns anos, um dos principais grupos de meios de comunicação social volte a ter um acionista de matriz nacional“.