A Mozilla lançou a versão 70 do Firefox e uma das novidades é a ativação, por omissão, do bloqueio de trackers. Estes trackers não são os de bittorrent; são aquelas coisas nefastas que te seguem para todo o lado quando navegas na web, sejam eles do Facebook, Google ou de qualquer outra entidade (mais ou menos maliciosa).

Com o lançamento, a Fundação Mozilla aproveitou para publicar no blog oficial alguns números relacionados com o bloqueio de trackers e eles são assustadores.

Antes de passar aos números, lembro que o Firefox não é o browser mais usado. Se a quantidade de utilizadores deste navegador fosse idêntico aos do Google Chrome, então eles provavelmente seriam bem maiores.

Desde julho deste ano (2019), foram bloqueados mais de 450 mil milhões de trackers de terceiros – uma média diária estimada de 175 domínios de tracking bloqueados. Estes são, por exemplo, os das plataformas de publicidade usadas nos sites que visitas ou os dos botões de like que vês nessas mesmas páginas.

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Se é assim apenas com este browser, e somente com os dados de telemetria que recebem dos utilizadores que autorizam a partilha desses dados, como será a nível global?

De acordo com um relatório[pdf] da PageFair, datado de 2017, 11% da população mundial com acesso à internet utiliza algum tipo de adblocker (que também bloqueiam estes trackers – todos ou parte deles, depende do adblocker e das listas de bloqueio usadas). Isto traduz-se em 615 milhões de dispositivos com esta tecnologia, dos quais 380 milhões são dispositivos móveis.

Com todos os “olhos” postos em ti quando navegas online, poderás fazer alguma coisa para não te tornares num Truman Burbank? podes. Um primeiro passo é usar o Firefox e complementá-lo com alguns addons como uBlock Origin e Ghostery. Ou o Brave, se preferires o Chrome como base. O guia de Autodefesa contra Vigilância, da EFF (Electronic Frontier Foundation), também é um bom começo.