Com o aproximar do frio, os cinemas portugueses estreiam nesta quinta-feira (17) um filme sobre a mais mítica criatura associada ao inverno, o yeti. Abominável promete fazer as delícias dos mais jovens através da história de Evereste e do seu regresso aos Himalaias.

Depois de sucessos como Shrek, Madagascar ou Panda do Kong Fu, a DreamWorks junta-se à Pearl Studio numa co-produção que “leva o público numa aventura épica com mais de 3.000 km, desde as ruas de uma cidade chinesa até às magníficas paisagens cobertas de neve dos Himalaias”.

A trama começa quando Yi, uma adolescente natural de Xangai, se depara com um jovem yeti escondido no telhado do seu prédio. Juntamente com os amigos Jin e Peng dá-lhe o nome de Evereste e ambos começam uma missão para reunir a criatura com a sua família no ponto mais alto do mundo.

Mas a viagem não será fácil. O avarento Burnish e a zoóloga Zara farão de tudo para capturar Evereste, pelo que os amigos terão de lidar com vários perigos e imprevistos ao longo da sua jornada.

 

A presença inequívoca de Jill Culton

Jill Culton já tinha feito parte de filmes como Toy Story ou Monstros e Companhia, mas foi em Abominável que conseguiu fazer história. Foi a primeira mulher de sempre a realizar, num grande estúdio, uma película de animação. Simultaneamente, a história foi também protagonizada por uma personagem do sexo feminino.

Após receber a proposta para criar um filme cuja ideia base fosse a de um yeti, Culton acabou por recorrer a uma memória de infância como forma de inspiração. Quando tinha cerca de 6 anos, a agora escritora tinha uma vizinha que possuía um cão de grande porte que um dia lhe saltou para cima. Numa conjugação de medo e espanto, Jill acabaria por decidir ter sempre grandes cães na sua vida, “eles são uma enorme e fascinante presença no meu mundo”.

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Também a música foi para si um ponto central na escrita da animação. Para além de tocar guitarra e piano, Jill Culton sempre apreciou a emoção que a música traz a um filme. Desta forma, fez de Yi alguém que usa o violino para expressar os seus sentimentos. E de Evereste uma criatura cuja magia é baseada na natureza com tons musicais à mistura.

Abominável

Créditos: NOS Audiovisuais

Curiosidades

Apesar de não falar, Evereste possuí a sua própria forma de comunicação. Para lhe dar voz, o ator Joseph Izzo realizou vários vocalizos que a equipa posteriormente usou no filme.

A atriz norte-americana Chloe Bennet foi a escolhida para interpretar Yi. Numa das cenas em que a personagem abordava a forma como lidou com a morte do pai, Bennet não foi capaz de fazer jus ao guião visto que o seu próprio pai a tinha acompanhado ao estúdio. Desta forma, a cena não ficou feita, com a atriz a voltar dias mais tarde. Jill Culton conta que, após 20 takes, pediu a Bennet para não usar o guião: “Os últimos três takes em que ela atirou o guião fora? Isso está no filme. Ela estava a interpretá-lo através do coração”.

Devido aos recentes conflitos com a China, o Vietname retirou o filme Abominável das salas de cinema de todo o país. Em causa está uma cena em que um mapa mostra a linha das nove raias, declarada unilateralmente pela China mas não aceite pelo Vietname.

A versão portuguesa conta, entre outros, com as vozes de José Pedro Gomes e Vera Kolodzig nos papéis de Burnish e Dra. Zara, respetivamente.

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