Pharrell Williams posicionou-se contra a mensagem em ‘Blurred Lines‘, seis anos após o lançamento do hit que cantou com Robin Thicke. O músico norte-americano tocou no assunto numa entrevista (14) à GQ, em que a masculinidade tóxica foi um dos temas.

Relativamente a ‘Blurred Lines‘, o cantor explicou não se ter apercebido do conteúdo da música e do seu impacto, inicialmente, principalmente porque via que as mulheres à sua volta gostavam da música e da sua “energia contagiante“.

Blurred Lines‘ chamou a atenção por estar em primeiro lugar em vários países em 2013, mas particularmente quando o verso “I know you want it” foi trazido a praça pública por incentivar linguagem sexualmente agressiva.

Sobre o verso Williams afirmou que “as mulheres cantam esse tipo de letras a toda a hora. (…) Depois apercebi-me que também há homens que usam a mesma linguagem para se aproveitarem de mulheres. E não importa que não seja esse o meu comportamento, ou a forma como penso sobre as coisas.

Pharrell Williams disse também que esse foi o momento em que se apercebeu da mensagem machista, não só da música, mas também enraizada na cultura dos Estados Unidos da América.

Esta não é a única controvérsia do hit de 2013, que anteriormente levou à acusação de violação dos direitos de autor e à condenação dos envolvidos ao pagamento de cinco milhões de dólares a Marvin Gaye (pela canção ‘Got To Give It Up‘, de 1977), em 2015. Em 2018, houve uma tentativa de reavaliação do caso. Robin Thicke e Pharrell tiveram o apoio de mais de 200 músicos. Porém, o duo acabou por ser condenado a custos ainda mais elevados à família de Gaye.

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