Num ano em que Endgame bateu todos os recordes de bilheteira e em que todo o top10 dos filmes mais vistos no mundo apenas um não é uma sequela, readaptação ou filme de super-heróis, Martin Scorsese fez uma afirmação firme: “Os filmes da Marvel não são cinema.

Em declarações à revista Empire, o veterano realizador afirma “Eu não vejo esses filmes. E  tentei, sabe? Mas aquilo não é cinema“, explicou. “Honestamente, o mais próximo que posso pensar deles, da maneira como são feitos, com os atores a fazerem o seu melhor, dadas as circunstâncias, é que são como parques temáticos“, continuou Scorsese.

Não é o cinema de seres humanos a tentarem transmitir experiências psicológicas e emocionais para outro ser humano“, explicou o cineasta, que vê estrear este ano The Irishman, a sua próxima produção, protagonizada por Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci. O filme é lançado a 27 de novembro pela Netflix. Uma das inovações patentes na película é a tecnologia VFX que permite rejuvenescer os protagonistas, o que já é visível nas imagens do trailer.

A longa-metragem, que estreará em alguns cinemas selecionados a 1 de novembro, em Portugal só estará disponível para os clientes da plataforma de streaming, avança o Público, que relata “muita pena” por parte dos exibidores e distribuidores nacionais, que não conseguiram chegar a acordo com a empresa norte-americana.

Esta saga épica de Martin Scorsese centra-se na temática do crime organizado nos Estados Unidos do pós-guerra. A história é contada através da personagem de Frank Sheeran, veterano da Segunda Guerra Mundial convertido em assassino a soldo da Máfia e abrange várias décadas. Relata um dos maiores mistérios por resolver nos Estados Unidos: o desaparecimento do dirigente sindicalista Jimmy Hoffa.