A 24.ª edição dos Globos de Ouro alcançou o maior número de telespectadores dos últimos 15 anos, demonstram os números divulgados esta segunda-feira (30) de manhã pela GfK/CAEM.

A gala apresentada por Cristina Ferreira registou uma audiência média de 14,4% e um share de 31,9%. É preciso recuar a 2003 para encontrar uma audiência mais alta. Nesse ano, com a apresentação de Catarina Furtado, Herman José Fátima Lopes, a cerimónia conquistou uma audiência de 16% e um share de 49,6%.

O elevado registo na audiência não corresponde, no entanto, a um máximo na quota de mercado. O share, de 31,9%, é inferior ao da maioria das transmissões da premiação, mas representa um crescimento de mais de 10 pontos percentuais face à edição de 2018, na qual a SIC obteve o pior resultado de sempre, com apenas 19,7% de share.

carolina deslandes

Fotografia: SIC / Reprodução

No melhor minuto da transmissão, durante a entrega do Prémio de Melhor Canção ao tema A Vida Toda, de Carolina Deslandes, às 22h17, o canal de Paço de Arcos marcava 16,6% de audiência média e 33,8% de share. Com o aproximar do fim da noite, e à medida que o número total de espectadores a ver televisão foi reduzindo, aumentou o share, que foi de 45,8% no minuto final da cerimónia, às 23h46.

A transmissão da gala, em simultâneo na SIC Caras, conduziu o canal ao melhor resultado do ano: 1,9% de share diários e cativou 3,3% de audiência média e 7,4% de share. Somadas, as duas transmissões alcançam uma audiência média de quase 18%.

Além da cerimónia propriamente dita, os Globos de Ouro conquistaram ainda a liderança na emissão de Passadeira Vermelha (8,5% / 19,8%), emitida às 19h30. A antevisão, que foi para o ar às 18h30, registou 4,5% de audiência média e 13,1% de share. O Jornal da Noite de domingo foi também transmitido a partir do Coliseu dos Recreios e liderou, com 11,2% de audiência média e 23,1% de share.

A SIC foi primeira nos totais diários com vantagem confortável, ao marcar 20,1% de share, contra 14,1% da TVI e 8,5% da RTP1. A estação pública desceu a um dos piores resultados do ano.