Espalha-Factos continua a cobertura da 13.ª edição do MotelX. O segundo dia ficou marcado pela estreia de All the Gods in the Sky e The Quake. À tarde, destacou-se o terror no feminino e celebraram-se alguns realizadores portugueses, com curtas escolhidas por João Pedro Rodrigues.

Nas sessões da meia-noite, as estreias de I See You e Diner terminaram o dia.

Carta Branca a João Pedro Rodrigues

Núria Madruga em A Rapariga no Espelho

Núria Madruga em ‘A Rapariga no Espelho’ (Fonte: MotelX/Divulgação)

Para celebrar os 20 anos da Agência da Curta Metragem, o MotelX convidou João Pedro Rodrigues e deixou a seu critério a seleção das curtas desta sessão. A mais surpreendente foi Solo (2012) de Mariana Gaivão, contada de forma emocionante e com realização exemplar.

Destacaram-se ainda os trabalhos de dois realizadores que já não estão entre nós. A Rapariga da Mão Morta (2005), de Alberto Seixas Santos, e A Rapariga no Espelho (2003), de Pedro Fortes, relembram-nos a nossa própria fragilidade e vulnerabilidade, de maneira muito subtil. A escolha traduziu-se numa homenagem merecida aos realizadores.

The Quake – 6.5/10

(Secção Serviço de Quarto)

Kristoffer Joner e Ane Dahl Torp

Kristoffer Joner e Ane Dahl Torp em ‘The Quake’ (Reprodução/IMDB)

Segundo o realizador, John Andreas Andersen, The Quake não é um filme de terror. Classifica-o antes como um drama escandinavo de desastre – algo com que os espectadores podem facilmente concordar. The Quake tem mais de drama do que de terror, ou desastre, deixando para os últimos minutos o grande estrondo.

O filme é uma sequela de The Wave, ou Bølgen: Alerta Tsunami, como foi traduzido para português. Apresenta a família Eikjord três anos após o tsunami trágico do primeiro filme, desta vez para discutir os problemas que a Noruega tem com a atividade sísmica.

A cinematografia, direção artística e efeitos visuais são os pontos fortes de The Quake, que apresenta imagens fantásticas de Oslo a ser destruída em pedaços. John Andreas Andersen referiu, no final da sessão, que muitos dos efeitos físicos foram gerados em computador, mas que algumas partes foram conseguidas através de cenários.

A história é interessante, ainda que deixe pontas soltas. Com mais de uma hora para conhecer as personagens, não ficamos a saber assim tanto como gostaríamos. O realizador explicou que foi intencional deixar o desastre para o fim, ao contrário do que acontece com a maioria dos filmes deste género. Porém, faltou a parte em que as personagens lidam com as consequências, pois isso traria certamente muito mais emoção ao filme.

À meia-noite no MotelX

I See You teve a sua estreia esta quarta-feira e volta a repetir na quinta (12), com a presença de Adam Randall. O filme retrata a investigação do desaparecimento de Justin Whitter, um rapaz de 1o anos, entre acontecimentos estranhos, fantasmas do passado e situações perigosas.

Por outro lado, o japonês Diner mostra uma rapariga desesperada por emprego que finalmente consegue encontrá-lo. O problema é que acaba por ser comprada pelo chef de um restaurante que serve personagens muito duvidosas.

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