Em outubro, ainda sem data final, está de regresso o Casados À Primeira Vista. Daniel Oliveira, diretor-geral da SIC, promete uma edição com outra “imponência visual“.

As primeiras imagens da nova temporada foram reveladas esta segunda-feira (9), e as expectativas da estação para o programa continuam elevadas, depois de Francisco Pedro Balsemão, CEO da Impresa, considerar que o programa foi uma incursão bem-sucedida pelo género reality, até aqui sem experiências muito positivas para os lados de Paço de Arcos.

Diana Chaves fala de uma edição “mais intensa e apaixonante“, mas para a qual está também mais preparada como apresentadora. “O ano passado era um formato novo para mim também. Este ano, não só para mim, mas também para todos, já sabemos aquilo que nos espera. Sendo que, com pessoas diferentes, é sempre imprevisível“, explicou ao Espalha-Factos.

No entanto, e apesar da preparação, diz que há sempre situações que saem do controlo, algo que considera “inerente ao facto de ser um programa com pessoas, com reações genuínas e sujeitos ali a muita pressão emocional“. Sobre esta segunda edição de Casados À Primeira Vista, considera que “tudo pode acontecer“, sublinhando que mesmo “nós, que achamos que sabemos como é que vamos reagir em determinadas situações, não sabemos, na verdade“.

Daniel Oliveira SIC

Fotografia: João Marcelino / Espalha-Factos

Daniel Oliveira relembra que “a premissa do programa não é focar a polémica, ainda que numa experiência como esta essas questões possam surgir muitas vezes, mas a lógica do programa não é essa“. Diana Chaves prefere também chamar a atenção para o lado mais pedagógico do formato – “eu tenho aprendido imenso, porque se olharmos para este programa de uma outra forma, se não virmos só aquilo que está à frente dos olhos, podemos aprender imenso sobre relações“.

A apresentadora considera que isso é algo “incrível” em Casados à Primeira Vista e é da opinião que “o programa foi tão bem aceite e foi o fenómeno que foi porque as pessoas se identificaram com aquelas relações“. A anfitriã do formato considera que “há coisas nas relações que são transversais” e “podemos aprender, através das relações deles, e pôr em práticas nas nossas“, garantindo ainda que põe em prática “as técnicas e dicas de comunicação e de comportamento” que os especialistas do programa aconselham.

Mais tempo para preparar detalhes

Daniel Oliveira refere que desta vez o programa irá para o ar já totalmente gravado, o que deu mais tempo para preparar melhor a realização. “O facto de termos esta segunda edição, cerca de um ano depois de ter começado a primeira também nos dá algum sentido de experiência daquilo que podemos melhorar nesta segunda“, defende o diretor.

E, anuncia que “As luas de mel têm uma imponência muito mais forte“, garantindo que contrariamente à primeira edição, em que devido à pressão do tempo “houve uma série de contingências“, desta vez estes problemas não se colocaram e a edição está mais forte. “Há mais detalhes aos quais conseguimos dar atenção e, além de termos ótimos participantes, temos um ótimo embrulho visual“, assevera o todo-poderoso da programação da SIC.

Daniel Oliveira não tem medo que, quando o programa for para o ar, os participantes “já estejam todos divorciados“. “Quem faz programas de televisão corre sempre riscos, mas eu acredito — e a experiência internacional também nos dá isso — que o programa sai beneficiado por a experiência não acontecer em simultâneo com a exibição, algo que não conseguimos na edição passado. Então a pressão dos espectadores, da imprensa, o facto de sentirem o eco daquilo que estava a acontecer, influenciou [a prestação dos participantes]“, registou.