George R. R. Martin, o autor de Uma Canção de Gelo e Fogo, a coleção que deu origem à série Game of Thrones, disse em entrevista ao Guardian que a produção televisiva “não foi muito boa” para ele e admitiu que esta ter chegado ao fim foi “libertador“.

Na mesma conversa, o escritor explicou ainda que o final da saga no pequeno ecrã não terá qualquer impacto no original literário, que continua a escrever. “Não, não muda nada, de todo. Não podes agradar a toda a gente, por isso tens de agradar a ti próprio“, adiantou.

A primeira das sete partes planeadas para A Song of Ice and Fire foi publicada em 1996. A adaptação televisiva estreou na HBO em 2011, tendo catapultado o autor para a fama. O sucesso, de acordo com Martin, dificultou o processo de escrita.

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Houve uns anos em que, se eu terminasse os livros, eu podia ter ficado à frente da série por vários anos, e o stress era enorme“, adianta, explicando de seguida, “aquilo que devia ter-me acelerado [na escrita], na verdade acabou por me atrasar. Eu sento-me todos os dias para escrever e mesmo que tenha tido um bom dia, eu vou-me sentir terrível porque vou pensar: ‘Meu Deus, eu tenho de acabar o livro. Eu só escrevi quatro páginas e devia ter escrito 40’.“.

É por isso que George R. R. Martin considera o fim da série um momento libertador. “Estou ao meu ritmo, agora” (…) “Tenho dias bons e dias maus, mas o stress é muito menos, apesar de continuar a existir… E tenho a certeza de que, quando terminar A Dream of Spring, vão ter de me amarrar à Terra“, graceja o autor de 70 anos.

Game of Thrones terminou em 2019, ao fim de oito temporadas, com um final que dividiu os fãs e chegou a motivar uma petição com milhões de assinaturas para que a HBO regravasse a última season. Estão agora em produção outras séries passadas em Westeros, inclusivamente uma prequela que acontece 5.000 anos antes dos acontecimentos que vimos na série milionária e que deverá estrear em 2021.