Paulo Fernandes, CEO da Cofina, assinou um memorando com a Prisa para garantir condições exclusivas para a aquisição da Media Capital, confirmou a empresa em comunicado depois de notícia avançada pelo Expresso.

A notícia que é publicada esta quarta-feira (14) segue-se a meses de especulação no mercado acerca do potencial interesse do grupo de media na estação de televisão. A Cofina é dona do Correio da Manhã, CMTV, Jornal de Negócios e Record, entre outros meios de comunicação social, tendo já mostrado interesse em estar presente no mercado de televisão aberta, o que poderia alcançar através da TVI.

O acordo que garante exclusividade nas negociações de aquisição terá sido assinado há três semanas, avança o semanário da Impresa, que cita fontes envolvidas no processo. De acordo com a mesma publicação, não há ainda valores concretos para esta proposta.

A saída de Rosa Cullell da administração do grupo Media Capital terá marcado o início das negociações, aponta o jornal, que relaciona o avanço da Cofina com a desvalorização da TVI no mercado. A estação de televisão, em forte quebra de audiências, era líder do mercado português – e o maior ativo da Prisa no nosso país – quando a Altice tentou comprar o grupo Media Capital.

As notícias acerca desta possível aquisição estão a agitar o mercado português, com as ações da holding detentora do CM a avançarem e a terem chegado a subir quase 7%. A venda foi suspensa antes do fim da sessão, tendo em conta as notícias acerca da negociação.

A aquisição pela Altice, que chegou a ser dada como certa, acabou por não dar em nada. A oferta, de 440 milhões de euros, falhou depois de a Autoridade da Concorrência ter referido vários impactos negativos que o negócio poderia ter para o equilíbrio em vários mercados, por juntar um distribuidor – a MEO – e aquele que na altura era o canal líder de mercado – a TVI.

O novo negócio terá também de ser aprovado pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que tem direito de veto, e ainda pela Autoridade da Concorrência, que poderá ditar alguns remédios para o aprovar, como a venda de alguns ativos da Media Capital ou da Cofina, para evitar concentração no mercado.