Naquele que é apresentado como um disco de introspeção, All Mirrors será lançado em outubro. A artista americana anuncia uma tour europeia com direito a duas paragens em Portugal.

Lisboa apresenta-se como sendo um lugar especial para Angel Olsen. A compositora passou por várias vezes pela capital portuguesa e encontrou refúgio na ZDB (Galeria Zé dos Bois). Vai atuar no dia 23 de janeiro de 2020 no Capitólio, em Lisboa, e no dia 24 no Hard Club, no Porto.

All Mirrors é o quarto longa-duração da artista e tem data de lançamento prevista para dia 4 de outubro pela mão da gravadora independente de indie rock, Jagjaguwar. O disco introspetivo e intimista apresenta retoques sombrios como brecha de luz numa porta entreaberta em que Angel nos sugere entrar, sentar e escutar, explica a ZDB. O primeiro single, com respetivo videoclipe, já se encontra disponível.

O trabalho é apontado como um voo sem direção, um momento de levitação sem subida e sem descida que agarra o ouvinte e o empurra em direção à luz, ao mesmo tempo que atrai a escuridão. Neste disco, Angel Olsen apresenta um vibrato singular e frases simples que se tornam em ideias massivas sobre a incapacidade de amar e a solidão universal. É ainda evidenciado o teor apocalíptico do álbum, impulsionado pelos arranjos de cordas e coros emergentes.

Desde que começou a sua carreira discográfica em 2012 com Half Way Home, Angel aumentou exponencialmente a sua audiência. A artista, cuja sonoridade se aproxima do indie, folk e rock, lança agora o seu mais recente trabalho onde o espectador assiste a uma viagem introspetiva por destinos e revelações íntimas incertas.

Segundo Olsen, a sua escrita voltou atrás no tempo: “pode dizer-se que aconteceram várias coisas inesperadas na minha vida (…) parece que parte da minha escrita voltou do passado, e outra parte estava apenas à espera para existir”.

Para a Associação ZDB, que apresenta o concerto de Lisboa, “há muito que a sua voz criou laços com o público português, aqui tem um porto de abrigo e uma audiência repleta de amigos”. O reencontro inevitável da artista com Portugal acontecerá num registo invulgar para a compositora, que será acompanhada por sete músicos em palco.

Os bilhetes para ambas as datas serão colocados à venda esta sexta-feira.