Julho e agosto são, por excelência, os meses dos festivais de verão. Há novos e antigos. Há os que mostram as novas tendências musicais e os que oferecem um som mais clássico. Há com campismo e sem campismo. Com bilhetes mais económicos e outros mais dispendiosos. A oferta é imensa.

Queres ter histórias para contar? Nada melhor que um festival de verão para criar as mais mirabolantes memórias. Aquelas que vão da partilha do amor e da felicidade, aos episódios mais rocambolescos. Na banda sonora da tua vida vai sempre haver aquela música que ouviste naquele festival.

Portugal teve aquele que é considerado o primeiro festival dito de verão em 1971. O país experimentava então uma certa abertura sob o olhar de Marcello Caetano e emergiam novos gostos e novas formas de estar perante a arte e os espetáculos. Em Vilar de Mouros uma juventude irrequieta, diferente na forma de vestir e de estar, experimentava assim os ventos de mudança que só em 1974 viriam a ocorrer.

Desde então o público português tem acorrido aos quatro cantos do país para experienciar aquilo que a música tem para oferecer enquanto oferta artística mas também enquanto forma de evasão. Já são raros os grandes nomes do panorama  musical internacional que não visitam o país. E este ano não é exceção.

Sumol Summer Fest

Começa já no próximo fim de semana o festival que põe a Ericeira no radar. Com um cartaz a piscar o olho aos mais jovens, centra-se sobretudo nos ritmos mais urbanos onde o skate e o cap não devem faltar. Os grandes destaques vão para a estreia de Young Thug em Portugal e para o espetáculo especial preparado por Sam The Kid intitulado Mechelas com convidados especiais.

Nos Alive

Tornou-se gradualmente o maior festival português. Em número (mais de 150 mil pessoas participam em cada edição que tem a duração de três dias) e em internacionalização. Anualmente são mais de 70 as nacionalidades presentes no festival que já trouxe nomes como Pearl Jam, Radiohead, Arcade Fire ou Rage Against The Machine.

Este ano o cartaz é mais comedido, segundo alguns, menos interessante, segundo outros, mas volta a trazer ao Passeio Marítimo de Algés uma mão cheia de nomes que por cá muito apreciamos. Marcará o regressos dos Ornatos Violeta aos palcos (11 de julho), o retorno dos Vampire Weekend a Portugal (12 de julho) e a estreia de Thom Yorke a solo no nosso país (13 de julho).

Woodrock Festival

Acontece na Praia de Quiaios, Figueira da Foz, pela sétima vez. E é um daqueles festivais alternativos que tens de experimentar. Inserido na bonita paisagem que mistura o mar, a cidade e a serra o Woodrock oferece um cartaz onde o pedal é para ser sentido. Este ano, os ingleses Church of the Cosmic Soul são um dos grandes nomes a não perder. É nos dias 18, 19 e 20 de julho.

Super Bock Super Rock

A edição número 25 de um dos mais antigos festivais do país torna ao Meco e espera-se especial. Com um espaço renovado e mais verde oferece um cartaz capaz de apontar a todos os gostos musicais. Também há campismo e praia ali ao lado. Na quarta-feira, dia 17, há warm-up e o festival arranca no dia seguinte com nomes como Cat Power, Metronomy ou Lana del Rey. Resta dizer que neste dia os bilhetes diários já se encontram esgotados. Na sexta-feira, 19, atuam Kaytranada, Shame ou Phoenix e no dia seguinte Migos, Pedro Mafama ou Rubel.

Meo Marés Vivas

Em Gaia o Marés Vivas convida o público a uma experiência musical que traz Kodaline (19 de julho), os Ornatos Violeta (20 de julho) e Sting (21 de julho). O passe para o festival vale 61 euros e os bilhetes diários 33 euros o que, digamos, também é bastante atrativo.

Festival Músicas do Mundo

Há muito que Porto Covo e Sines são pontos de visita obrigatória nos dias em que decorre um do festivais mais sui generis em Portugal. A honra é feita às músicas do mundo e a viagem sonora faz-se pelos diferentes pontos do globo. Poderás, por isso, ir da Gâmbia de Sona Jobarteh à Nigéria de Keziah Jones num ápice ou escutar os Gaiteiros de Lisboa e de seguida partir para o Líbano de Wanton Bishops. A viagem só termina a 27 de julho e os concertos decorrem em várias paisagens como podes saber aqui.

Mimo Festival Amarante

Desde que se desdobrou para acontecer em Portugal, o brasileiro Mimo tem sido um sucesso. Nesta quarta edição Criolo é um dos cabeças de cartaz do festival que durante os dias 26, 27 e 28 de julho apresenta um cartaz pluridisciplinar gratuito.

Meo Sudoeste

Desde 1997 que a Zambujeira do Mar é palco das maiores aventuras de verão. O canal, o pó, o cheiro a maresia e os hits do momento sempre por lá se ouviram. A tribo pertence agora aos que nasceram quando o festival começou e este ano conta com Anitta, Steve Aoki, Rita Ora e muito mesmo muito mais. Entre 6 e 10 de agosto.

Neopop Festival

Na música eletrónica o festival de Viana do Castelo dá cartaz. Ao vivo ou em formato DJ set nos dias 7 a 10 de agosto podem assistir-se a nomes como Underworld, Dasha Rush ou o incontornável Jeff Mills. Os passes gerais valem 110 euros (sem bebidas energéticas ou outros incluídas).

SonicBlast Moledo

O festival que leva os sons mais pesados até ao Minho tem já os bilhetes gerais esgotados. Graveyard, Lucifer, Orange Goblin ou Eyehategod são alguns dos nomes presentes na edição deste ano. Rock psicadélico, stoner e mergulhos na piscina podem e vão acontecer, entre 8 e 10 de agosto.

Bons Sons

Viver a aldeia é em Cem Soldos, próximo de Tomar. Para ouvir música 100% portuguesa, conhecer as tradições locais, saborear a gastronomia e o vinho é nos palcos mais bem apelidados do país. Stereossauro, DJ Ride, Fogo Fogo, Scúru Fitchádu, Paraguaii ou Baleia Baleia Baleia são alguns dos nomes para sentir no Palco Zeca Afonso, Palco Lopes-Graça ou Palco António Variações.

Douro Rock

Nos dias 9 e 10 de agosto Peso da Régua recebe em palco alguns dos nomes mais significativos do panorama musical atual. Dino d’Santiago, David Fonseca, Clã ou Keep Razors Sharp fazem parte de um cartaz em que os passes para os dois dias custam 15 euros.

Vodafone Paredes de Coura

O Couraíso recebe os festivaleiros entre 14 e 17 de agosto e, como habitualmente, pauta o seu cartaz pela alternativa. São 27 edições, relembremo-nos. Podem ver-se nomes históricos como Patti Smith ou New Order, bandas que são as novas favoritas dos anos 2000 como The National, ou ainda nomes emergentes como Julia Jacklin ou Yellow Days. Paredes du Coeur é amor puro e o verdadeiro sinónimo de festival de verão.

EDP Vilar de Mouros

Acabamos o mês onde tudo começou: em Vilar de Mouros. Este ano o festival decorre entre 22 e 24 de agosto e traz Manic Street Preachers, The Offspring e Gogol Bordello entre outros nomes que já muito deixaram à história da música. Os passes de três dias custam 70 euros.