Esta semana, a marca alemã Adidas perdeu oficialmente a exclusividade dos direitos de utilização do seu logótipo feito de um trio de riscas, presente em modelos como Adidas Superstar, por exemplo.

A decisão foi tomada pelo Tribunal Geral da União Europeia, que julgou o processo, com o argumento de que o design da marca não é suficientemente distintivo da mesma. Esta decisão veio terminar a disputa entre a Adidas e a marca de calçado belga, Shoe Branding Europeque utiliza um desenho semelhante nos seus modelos.

Em 2016, a Shoe Branding Europe já tinha avançado com uma petição para anular a exclusividade da Adidas sobre o logótipo.

Foi em 2014 que a marca alemã, mais conhecida pelo seu calçado e vestuário desportivos, registou o logótipo  composto por três riscas paralelas, equidistantes e de largura idêntica, que podiam ser aplicadas no produto numa disposição diagonal, vertical e horizontal, no Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO).

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No entanto, a posse e o registo da Adidas sobre este design traça até 1949, ano em que a marca foi criada por Adi Dassler.

Após a decisão do Tribunal ter sido oficializada, uma porta voz da marca alemã assegurou que “O veredicto não afeta nossa capacidade de usar e proteger as três faixas”, sendo que este desenho vai continuar a estar presente em produtos futuros.

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Contudo, de acordo com David Haigh, chefe executivo da consultora Brand Finance, citado pela agência Reuters, a perda da exclusividade vai provocar algum abalo económico na marca, uma vez que, apesar do nome ter uma grande importância, “as três faixas reconhecíveis também são um grande contribuinte para o reconhecimento.”

De momento, a marca Adidas está avaliada em cerca de 14,3 mil milhões de dólares, no entanto as ações caíram em cerca de 1,8% até agora.