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Fotografia: Netflix

Pride Month: Cinco séries que retratam a luta LGBT

Junho é o mês em que se celebra o orgulho LBGT, o chamado Pride Month. É uma forma de a comunidade se afirmar, lutar por mais direitos iguais e alertar para a discriminação que ainda existe pelo mundo.

Uma das maneiras mais importantes de dar voz à comunidade LGBT é através da sua representação na cultura popular. Por isso, neste Pride Month, o Espalha-Factos apresenta-te algumas séries que retratam a luta LGBT.

Pose

JoJo Whilden em Pose
JoJo Whilden em ‘Pose’ (Fotografia: FX)

A série de Ryan Murphy passa-se nos anos 1980 em Nova Iorque e retrata a cena de bailes LGBT. Numa época em que a crise da SIDA afetou inúmeras pessoas da comunidade, Pose mostra como pessoas queer e de cor ultrapassam as suas dificuldades.

Pose conta com Evan Peters como Stan Bowes, Kate Mara como Patty Bowes e Billy Porter como Pray Tell. A série tem como temas a SIDA, relações sexuais protegidas e transexualidade. O êxito da FX tem o maior elenco de personagens transexuais na televisão, conta com duas temporadas e está disponível na Netflix.

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Queer as Folk

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Queer as Folk (Fotografia: Showtime)

A série mostra a vida de cinco homens gays e um casal lésbico que vivem em Pittsburgh, Pennsylvania. Retrata inúmeras questões relacionadas com a luta LGBT como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção por parte de homossexuais. Para além disso, mostra alguns problemas que as personagens enfrentam como o uso de drogas, SIDA e HIV, discriminação no local de trabalho, prostituição infantil, entre outros.

Queer As Folk estreou na Showtime em 2001 e teve cinco temporadas. Mostrou pela primeira vez uma cena de sexo entre dois homens na televisão americana. Contra todas as expectativas, tornou-se na série número um na lista dessa estação televisiva.

Sense8

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É considerada por muitos uma das melhores séries LGBT, devido à sua representação de múltiplas identidades queerSense8 retrata um fenómeno que faz com que as pessoas estejam ligadas telepaticamente, vivendo através de sensações o que os outros vivem. Juntos, devem encontrar uma maneira de sobreviver e escapar a quem pensa que eles são uma ameaça.

No fundo, Sense8 mostra como a empatia é algo extremamente importante. A série retrata transexuais, homossexuais e até pan-sexuais. Fala sobre as consequências de alguém se assumir como homossexual, sobre sofrer de bullying, contemplar o suicídio ou ter problemas familiares devido à sexualidade.

Celebra ainda o orgulho LGBT e mostra como a melhor forma de viver é sendo quem somos, aceitando os outros como são. Sense8 é uma série original da Netflix e tem duas temporadas.

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Sete Palmos de Terra

Michael C. Hall e Mathew St. Patrick em Six Feet Under
Michael C. Hall e Mathew St. Patrick em Sete Palmos de Terra (Fotografia: HBO)

Sete Palmos de Terra é uma das séries LGBT mais antigas e mais bem classificadas de sempre no IMDB, com 8.7 em 10. A luta LGBT nesta série está presente através das personagens de David Fisher (Michael C. Hall) e Keith Charles (Mathew St. Patrick), um casal inter-racial. Há ainda uma personagem bissexual: Edie (Mena Suvari).

A representação da homossexualidade nesta série não é estereotipada e há também questões raciais envolvidas. Enquanto David é um homem branco e conservador, com algumas dificuldades em se assumir, Keith é um afro-americano confiante e muito masculino. Ninguém pensaria que os dois são homossexuais e a sua luta por se afirmarem como quem são realmente é mostrada ao longo da série.

Para além de retratar esta temática, a série conta a história de uma família disfuncional que gere uma casa funerária em Los Angeles. Fala ainda de questões como a religião, a morte e a infidelidade. Sete Palmos de Terra começou em 2001 e terminou em 2005. Tem cinco temporadas e está inteiramente disponível na HBO Portugal.

Transparent

Jeffrey Tambor e Amy Landecker em Transparent
Jeffrey Tambor e Amy Landecker em Transparent (Fotografia: Beth Dubber)

Transparent segue a família judaica Pfefferman enquanto exploram a sua sexualidade. Maura (Jeffrey Tambor), uma mulher transexual, tem 60 anos, descobre a sua identidade e assume-se sexualmente. A sua filha Sarah (Amy Landecker) é bissexual e deixa o seu marido pela sua ex-namorada, até os três se envolverem num triângulo amoroso.

Há ainda Ali, filha de Sarah, uma millennial pan-sexual que está a explorar a sua sexualidade. A série retrata várias identidades queer. Mostra ainda as dificuldades em assumir e descobrir a sexualidade quanto isso traz consequências familiares ou até religiosas.

Transparent foi criticada por escolher um homem para representar uma mulher transexual, mas conseguiu manter-se desde 2014. Conta já com cinco temporadas e está disponível no Prime Video da Amazon.

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