Todos os anos milhares estudantes fazem as malas para participarem no programa Erasmus, no entanto no que toca à escolha da cidade a que, temporariamente, vão chamar de “casa” pode haver algumas indecisões.

Neste sentido, o Espalha-Factos deixa-te aqui cinco sugestões de cidades europeias aconselhadas por estudantes que lá estiveram, ideias para quem procura imergir noutras culturas:

NIJMEGEN, PAÍSES BAIXOS

Situada no leste dos Países Baixos, Nijmegen é uma cidade dedicada aos estudantes que todos os anos vão estudar para a Radboud Univeristy, seja apenas por um semestre, seja por um ano inteiro.

É a mais antiga cidade holandesa, no entanto o espírito jovem é algo que a caracteriza, desde ruas de lojas até casas de panquecas e de batatas fritas, mas a história da cidade está bastante presente na sua arquitetura. A vida noturna é bastante animada e segura e normalmente é um espaço de encontro e convívio. Apesar do holandês ser uma língua algo complicada, não te preocupes: o inglês é falado em todo o lado.

Depois de um dia de trabalho os holandeses são grandes adeptos de um bom convívio com os amigos quando o dia termina. São bastante amigáveis e acolhedores, mas também bastante honestos e diretos.

Nijmegen/ Mariana Viegas

Tal como qualquer outra cidade holandesa, a bicicleta é o meio de transporte de eleição, sendo que podes adquirir uma em segunda mão em perfeitas condições e, com ela, podes fazer um passeio até à cidade alemã mais próxima, com a qual Nijmegen faz fronteira. Para visitar outras cidades holandesas, o comboio é a melhor opção, são sempre pontuais e, se arranjares um grupo grande (até sete pessoas) o preço do bilhete fica mais barato.

O custo de vida é mais elevado que em Portugal, no entanto podes sempre ficar numa residência da Faculdade.

A nível académico,  os professores holandeses são um pouco exigentes, mas as cadeiras são sobre tópicos atuais e bastante interessantes. Caso estejas a pensar ir no semestre de inverno, leva roupa quente, assim como luvas e gorros e prepara a câmera para fotografias incríveis.

WROCLAW, POLÓNIA

Wrocław, apesar do nome algo complicado, é uma também uma cidade conhecida por receber bem os estudantes internacionais e proporcionar ótimas experiências.

O custo de vida é mais barato que em Portugal, por isso, mesmo com despesas de supermercado, ainda podes viajar com desconto nos comboios nacionais para outras cidades polacas ou mesmo aproveitar a centralidade do país para fazer uma visita a algumas cidades estrangeiras.

Os transportes públicos funcionam dia e noite e, para os estudantes universitários, é possível comprar um passe de 40 euros para viajares durante cinco meses, basta apresentares o teu cartão de estudante.

Contudo, é importante relembrar que apesar de a Polónia estar inserida na União Europeia, não adotou a moeda comum, o Euro, e, por isso, é necessário converteres sempre o dinheiro. No entanto, as taxas são relativamente baixas.

Tal como Nijmegen, Wrocław também tem uma vida noturna bastante animada e a preços reduzidos. Em muitos casos não pagas entrada. Os polacos são bastante amigáveis, e embora por vezes existam barreiras linguísticas, é fácil compreender.

A nível académico, a Uniwersytet Wroclawski é bastante prestigiada e recebe vários estudantes polacos de cidades próximas, assim como vários alunos internacionais, e tem um programa bastante diverso.

Wrocław / Pixabay

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MADRID, ESPANHA

Uma cidade que muitos caracterizam como enérgica e cosmopolita, tem também uma vasta história, bem presente na sua arquitetura. A capital espanhola é uma excelente cidade para estudantes, dotada de espaços verdes e com boas acessibilidades para qualquer ponto turístico, nos quais os estudantes têm desconto.

O clima, muito semelhante ao de Portugal, é um dos pontos fortes, no entanto o custo de vida é um pouco mais elevado e esta diferença é bastante notória ao nível da habitação e restauração.

Por vezes os espanhóis podem não ser o povo mais caloroso em algumas circunstâncias, mas os alunos internacionais são sempre bem recebidos e existem bastantes formas de integração, como, por exemplo, uma vida noturna bastante diversa. Quanto à segurança, em algumas zonas da cidade é necessária uma maior precaução.

A nível académico, na Universidade Carlos III, o ensino é muito semelhante ao de algumas faculdades portuguesas e as condições são bastante boas.

Erasmus

Madrid / Pexels

PARIS, FRANÇA

A cidade do amor, do queijo e do chocolate, e também uma das melhores cidades europeias para fazer Erasmus.

É uma cidade que nunca se esgota, e onde há sempre algo para fazer ou para visitar, e, para aproveitar o bom tempo, um piquenique junto do Sena ou num dos parques parisienses é sempre uma boa opção, como por exemplo o parque Buttes-Chaumont.

Paris é também a cidade ideal para todos os amantes de cinema ou artes, havendo uma grande oferta no que diz respeito à cultura.

Erasmus

Paris /Pixabay

A nível académico, na Universidade de Sorbonne existe uma grande variedade de oferta formativa e de atividades extracurriculares, assim como várias associações para receber e integrar estudantes de Erasmus no estilo de vida parisiense.

No entanto, comparativamente a Portugal, Paris é uma cidade cara e arranjar alojamento, por vezes, pode ser um pouco complicado. A rede de transportes é bastante ampla e inclui várias áreas da região metropolitana, no entanto pode ter algumas perturbações ao longo do ano.

PRAGA, REPÚBLICA CHECA

Apesar de ser uma cidade pequena, Praga é conhecida pela sua simpatia e a forma calorosa como recebe os estudantes internacionais.

Tal como Paris, a capital checa é também uma cidade rodeada por arte, desde do Montanelli Museum até às Leica Gallery, no entanto é na vida noturna que reside o ex-líbris da cidade, com a noite de Praga a ser considerada uma das melhores da Europa. E os espaços estão abertos a noite inteira e a cerveja é, claro, a bebida da casa.

Na República Checa, o euro ainda não é a moeda vigente e, por isso mesmo, a questão da conversão da moeda terá de ser tida em conta.

A nível académico, a cidade tem algumas das melhores universidades da Europa, reconhecidas em todo o mundo. No que toca aos checos, são bastante simpáticos,  contudo pode haver alguma dificuldade de comunicação, mas o inglês é sempre a opção mais segura.

Dada a sua centralidade, tal como a Polónia, é bastante fácil viajar para os restantes países europeus e ficar a conhecer a Europa de lés-a-lés.

Praga / Pexels