No fim de semana passado (24 e 25), realizou-se na Alfândega do Porto a terceira edição do North Music Festival. Esta edição trouxe vários motivos de interesse para além dos concertos: jam sessions, um palco sunset, passeios de barco pelo Rio Douro, wine gardens, zona de make-up e uma zona de tattoo, barbeiros, entre outros. O festival teve também a participação especial de Rui Unas, a restante equipa do Maluco Beleza e Beatriz Gosta que andaram pelo festival a fazer reportagens e registar momentos.

O Espalha-Factos esteve presente e trouxe muito para te contar. A época de festivais está oficialmente aberta e o North Music Festival foi a nossa bússola.

24 de Maio

O recinto abriu portas as 18h para acolher todos os festivaleiros que não querem perder o seu lugar na primeira fila ou que simplesmente querem conhecer um pouco do espaço antes de se concentrarem nas suas bandas favoritas.

Eram 20h10 quando os Expensive Soul, que ficaram encarregues de abrir este grande festival nortenho, deram vida ao recinto, convidando o público a aproximar-se do palco principal.  O grupo de Leça da Palmeira festejou os 20 anos de carreira, onde mostraram um repertório que englobou músicas das suas raízes até ao mais recente álbum – com lançamento previsto a 14 de junho.

Pelas 21h30, foi a vez dos MURMUR – que tem como vocalista a atriz Sandra Celas – subirem ao Palco Indoor e apresentar o seu primeiro disco de originais Rio Invisível.

Enquanto decorria o concerto no Palco Indoor, foi a vez de Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra subirem ao Palco Principal e contagiarem o publico com toda a sua energia característica, acabando mesmo por se misturarem no meio do público.

Podemos destacar também os Skills & The Bunny Crew, que subiram ao Palco Indoor, antes do concerto dos cabeça de cartaz BUSH. Esta banda, constituída por 4 rapazes provenientes de Almada,  demonstrou toda a sua garra, força e energia contagiante na criação de um ambiente que não deixou ninguém indiferente.

Para fechar o palco principal, foi a vez de Bush subirem a palco, às 23h50, para prenderem todos que estavam presentes no recinto naquele que foi o único concerto deles na Europa em 2019. Um concerto memorável que contou com a presença do vocalista junto à primeira linha da plateia logo na terceira música.

O final da noite ficou ao encargo de Rich & Mendes, DJs oficiais da RFM, e de DJ Kitten.

 

25 de Maio

Já no segundo dia, as portas abriram mais cedo (16h45), devido à transmissão do jogo da final da Taça de Portugal entre Porto e Sporting, que pôde ser visto no recinto.

As hostes do segundo dia foram abertas por Glockenwise, uma banda barcelense que se apresenta sempre com uma indumentária característica. Antes de começarem a atuar estava a ser transmitido no palco o jogo, que teve de ser interrompido, mas aqueles que ficaram não se arrependeram. A banda conseguiu cativar o seu público e fez parecer simples esta que é a responsabilidade de inaugurar um Palco Principal – nesta caso, no segundo dia do festival.

Mais tarde, já perto das 21h, foi a vez dos Capitão Fausto trazerem as suas histórias de vida, em forma de canção, para animar as pessoas que, cada vez mais, se iam aglomerando junto do Palco Principal.

Por sua vez, no Palco Indoor, pelas 21:30, foi a vez de Stone Dead trazer o seu rock eletrificante ao festival. A banda de Alcobaça fez-se ouvir dentro e fora daquele pequeno espaço de maneira que era quase impossível o público não “abanar o capacete”.

Meia hora mais tarde, voltamos ao Palco Principal, onde foi a vez da banda britânica Bastille tomar conta do público. Com o seu vocalista irrequieto a subir a palco e contagiar o público presente, que já aguardava desde bastante cedo pelo concerto.

Cave Story, uma banda das Caldas da Rainha, subiram ao Palco Indoor para arrebatar aqueles que se juntaram para os ver.  Apesar dos problemas técnicos iniciais que levaram a algum atraso, a banda conseguiu fazer com que o concerto valesse a pena a espera.

Para finalizar, no palco principal – e já depois da meia noite – foi a vez da banda escocesa, Franz Ferdinand subir ao palco com o seu estilo – indie rock – para animar a casa, completamente esgotada, apesar de terem sido disponibilizados 300 bilhetes extra ainda no próprio dia. O fecho do festival ficou ao encargo de Moullinex.

Texto e Imagens: Miguel Fonseca e Juliana Silva