No escrutínio de “quem veste o quê”, nem os big five e o país anfitrião, Israel, se escaparam ao exame. O grupo constituído por Alemanha, Espanha, França, Itália e o Reino Unido, assim como Israel, têm passagem directa para a final, mas será que passaram no teste de quem se veste melhor nesta Eurovisão?

#ALEMANHA

Fonte: Eurovision.tv

Tudo nos parecia bem, até que estas sisters, não parececem na verdade irmãs. Graus de parentesco à parte, há que entender que quando vestimos alguém – neste caso uma dupla – para uma apresentação ou para uma atuação, que esta deve seguir alguma linha uniforme no que diz respeito à imagem. Parece que não aconteceu no caso da Alemanha, onde o look preto e dourado me parece muito mais interessante que o visual “gótico” modernizado.

#ISRAEL

Fonte: Eurovision.tv

Falando de coesão e de se seguir uma linha coesa quando há uma apresentação em grupo, parece que Israel levou a lição estudada. Não porque tenham optado por preto, que já sabemos que é uma solução que não compromete – mas que também não acrescenta muito -, mas sim pelos detalhes estarem bem estudados. Reparem como o colete em veludo do interprete israelita se conjuga com os vestidos das raparigas no coro, assim como o apontamento em cinza no laço, combina com as peças cinzenta que vestem os coros masculinos.

#REINO UNIDO

Fonte: Eurovision.tv

No caso do Reino Unido, parece-me que vão mais vestidos os cinco coros que o próprio cantor. Como já referi noutros comentários a visuais de interpretes nesta Eurovisão, o branco é uma solução que funciona bastante bem em palco e como tal, teria sido uma boa solução neste caso. Ainda podemos acrescentar o facto deste visual ter zero de “show”, podendo ser um look básico para se levar para a universidade. E não, não aceitamos como desculpa o facto deste ser um interprete masculino.

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#FRANÇA

Fonte: Eurovision.tv

Não só não aceitamos como desculpa para maus looks o facto dos interpretes serem homens, como França demonstra um ano após o sucesso em Lisboa, que os homens também sabem o que é moda. Bilal – cantor que apresenta Roi nesta final -, opta por um coordenado integral branco. Este não só conecta com os looks das suas bailarinas, como não deixa de ter um “Q” de cénico. O dramatismo não só é conseguido através da peruca que leva, como também dos ombros exagerados do seu crop top ou através dos seus sapatos de plataforma.

#ITÁLIA

Fonte: Eurovision.tv

Itália, que tanto de moda entende – e que acolhe a principal semana de moda masculina do mundo -, deixa um pouco a desejar. Não só porque este look é muito Urban Outfiters, como também porque não creio que faça sentido para um espetáculo como a Eurovisão. À parte disso, podemos parar para comentar detalhes como a exagerada corrente nas calças, ou o facto dos bailarinos estarem vestidos de fato de treino Adidas, o que não demonstra um cuidado com os detalhes, neste caso, com a roupa.

#ESPANHA

Fonte: Eurovision.tv

Por fim, mas não menos importante – e ainda no leque de coisas enfadonhas vestidas por interpretes de canções da Eurovisão – temos Espanha. Diz a stylist de Miki, que o look é integral Giorgio Armani, pois para mim poderia ser H&M, que me parece igual. Sabemos que o cantor catalão é jovem e que opta por soluções práticas, contudo, voltamos aos casos em que os bailarinos aparecem melhor vestidos que o interprete da canção. E esta é também a prova que ter uma grande marca a vestir-nos – como é o caso de Espanha -, não significa que seja um bom visual.