São apontados como um dos países favoritos à vitória no Eurovision Song Contest 2019, mas não são europeus. A Austrália começou esta jornada na Eurovisão como convidada e poderá mesmo vir a ganhar. O Espalha-Factos explica-te o que acontecerá caso este país vença o concurso.

Tudo começou com uma participação simbólica em 2014. Nesse ano, Jessica Mauboy – que interpretou We Got Love no passado ano, em Lisboa – interpretou a canção Sea of Flags. A atuação ocorreu no intervalo da segunda semifinal.

Austrália. Fonte: Andres Putting/Eurovision TV

Em fevereiro de 2015, a EBU confirma a entrada da Austrália no Eurofestival, excepcionalmente e por ocasião do 60º aniversário do evento. A razão apontada para a entrada deste país foi o público – fiel – que assiste ao concurso todos os anos: cerca de 2,7 milhões de pessoas, em média.

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A partir de 2016 e até à atualidade, a Austrália passa por um processo de seleção igual ao dos demais países, através de uma semifinal e consequente – ou não -, passagem à grande final. 2018 foi o único ano no qual este país não ficou classificado entre os 10 primeiros, tendo o melhor resultado sido obtido em 2016, quando ficou em 2.º lugar.

O QUE ACONTECE SE A AUSTRÁLIA VENCER A EUROVISÃO?

Austrália. Fonte: Andres Putting/Eurovision TV

A resposta parece complexa, mas na realidade não o é. O Eurovision Song Contest não poderia deslocar-se até à Austrália, principalmente devido a razões horárias. O fuso horário australiano está nove horas à frente, por exemplo, da hora portuguesa. Por isso, às tradicionais 20h de início do espetáculo, lá seriam cinco da manhã. O Festival não pode sair da Europa.

A caminho… de Londres?

Assim, o país, que participa como membro associado, teria de escolher um outro país para acolher o evento. Recordamos que no passado ano, a delegação australiana demonstrou interesse – caso vencesse – que a Eurovisão se voltasse a realizar em Lisboa, sendo neste caso Portugal o país que acolheria os vencedores australianos. Este ano, em declarações à Radio Times, a cantora Kate Miller-Heidke admitiu que, em caso de vitória, a decisão vai ficar entre “Paris, Londres e Berlim“. “Londres teria o meu voto – vivi dois anos lá“.