Throes + The Shine

Throes + The Shine e a energia que fez o B.leza dançar

Nesta quinta-feira (16), os Throes + The Shine vieram apresentar o seu novo álbum, Enza, no mítico B.leza. O concerto contou com vários convidados especiais, bem como com a energia peculiar de uma banda ainda em revelação.

Com um ligeiro atraso, decidiram, logo, começar a típica festa dos Throes+The Shine. Ritmos acelerados, bateria retumbante, mas as guitarras ainda presentes. O rockuduro ainda está lá: continua a ser a nossa raíz, embora tenhamos experimentado novas sonoridades no Enza“, como afirmou Mob Dedaldino, vocalista, quando questionado pelo Espalha-Factos.

De facto, Enza é um álbum especial. Ao passar ‘ADN’, ‘Dikolombolo’ ou até a já ecoante ‘Musseque’, que conta conta com a participação de Mike El Nite, notamos que há toda uma alma conjunta que quer tocar música à sua maneira. É todo um registo que se mantém firme à identidade deste grupo: não há limites para a arte.

No entanto, nota-se maturidade. Linhas melódicas muito mais profundas e o seu melhor exemplo é ‘Solar’. Os Throes+The Shine não são a habitual banda cuja música e energia não passam por uma subtileza instrumental. Cachupa Psicadélica acompanha a banda num ambiente quente, mas ao mesmo tempo reverberante.

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A festa é dos Throes

Assim, não há outra oportunidade que não dançar. É a postura idiossincrática de Mob, com a sua dança, saltando do palco para o público, que nos cativa. Juntamente com a não tão inferior presença de Marco e Igor, o espetáculo persuadiu uma audiência, inicialmente, parada a “balançar o pé”. No fim, os pés nem se mantinham no chão.

Tudo isto se deve a uns Throes+The Shine que não se comprometem com a arrogância característica de uma boa parte das bandas portuguesas, pequenas ou grandes. Um concerto é um momento de convivência, em que todos gostam do mesmo e não existe melhor banda que esta para nos demonstrar isso mesmo.

Embora nem sempre seja assim. A banda comenta que, quando vão em digressão para países da Europa do leste, com culturas mais frias, “é mais difícil pôr as pessoas a dançar. Não estão habituadas e chegamos com esta cultura tão diferente.” 

Em suma, a festa foi dos Throes. São um grupo musical sem margem de erro para atuações e eles sabem isso. A casa, infelizmente, não esteve cheia. Encheram eles o mundo de dança.

 

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