A Delta Q, numa tentativa de reduzir o plástico, lança no mercado as novas cápsulas de café feitas com produtos vegetais e totalmente biodegradáveis. Esta é a primeira iniciativa na indústria do café em Portugal.São feitas à base de cana-de-açúcar, mandioca e milho. A nova aposta da Delta Q surge numa altura em que o plástico é um assunto que está na ordem do dia e em que são tomadas medidas governamentais, como a proibição de utilização de descartáveis de plástico, para entrar em vigor a 1 de janeiro de 2021.

Enquanto muitas medidas são para aplicar a longo prazo, várias marcas apostam em soluções que começam no imediato. As novas cápsulas são um dos exemplos e resultam do trabalho desenvolvido pelo Centro de Inovação do Grupo Nabeiro, juntamente com parceiros externos e centros de investigação nacionais, tal como é comunicado pela Delta ao P3.

A novidade foi apresentada esta quarta-feira pela marca no âmbito da Estratégia de Sustentabilidade do Grupo Nabeiro, onde esteve presente o Primeiro Ministro António Costa e o Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira.

O café blend – que mistura grãos de café com diferentes torras – tem tripla certificação de sustentabilidade e resulta de um Protocolo com a Associação de Produtores Açorianos de Café. O café de especialidade proveniente do solo açoriano, além das vantagens para o ambiente, permite apoiar a economia local e ajudar na diversificação das culturas.

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À produção vegetal, junta-se o facto das cápsulas não recorrem ao uso de plásticos, microplásticos ou alumínio e de a própria caixa ser de cartão reciclável.

Para quem aprecia um café por dia, ou até mais, não terá problema em beber uma caixa de 10 cápsulas num prazo de 90 dias, data de validade que devido à composição das cápsulas sustentáveis, é mais reduzida do que a restante gama da marca. Estas só vão chegar ao mercado no segundo semestre do ano, mas já suscitam interesse na comunidade.