A Eurovisão está aí à porta, mas nunca é tarde para saber um pouco mais sobre os representantes dos países em competição. Kate Miller-Heidke é a cantora que representa a Austrália no Festival da Eurovisão deste ano, em Telavive. Nasceu a 16 de novembro de 1981, na Austrália, e tem 37 anos.

A representante australiana passou por uma formação clássica e iniciou a sua carreira como cantora lírica, um percurso que lhe rendeu vários prémios quando era ainda apenas uma jovem de 20 anos. No entanto, Kate rapidamente enveredou por outros caminhos, logo com o seu primeiro EP, em 2003, e com as outras experiências que se seguiram, que foram lançadas, maioritariamente, de forma independente.

Kate Miller-Heidke é autora de quatro álbuns, tendo já alcançado o estatuto de artista multiplatinada, com várias músicas e singles a alcançarem o Top 10 da Austrália, batendo recordes atrás de recordes. O seu álbum O Vertigo! estreou em quarto lugar nos charts australianos e foi nomeado a um ARIA Music Award.

Em 2009 tornou-se a primeira australiana a vencer o grande prémio da International Songwriting Competition, com a música Caught in the Crowd.

Para além de cantora, Kate é também atriz, tendo já marcado presença em alguns filmes e em diversas peças de teatro, mas foi em 2015 que se estreou em televisão, com a minisssérie da ABC, The Divorce.

A música de Kate Miller-Heidke é, porém, o que lhe trouxe o reconhecimento internacional. Elogiada pela capacidade de entregar músicas comoventes e emocionais, Miller-Heidke confessa que gosta de “escrever sobre coisas que venham de locais totalmente emocionais”, e Zero Gravity não é exceção.

A canção é, segundo Miller-Heidke, sobre “ultrapassar uma depressão”. “É uma música que tenta captar aquele sentimento que temos depois de um período em que estivemos em baixo, quando o mundo está a recuperar a sua cor e as coisas começam a focar-se outra vez. Quando sentes que estás a recuperar a tua força e que podes voltar a controlar a tua vida”.

Para Kate, Zero Gravity foi planeada desde o início para ser uma experiência que é vivida ao vivo. “Faz mais sentido quando é cantada ao vivo do que na gravação”, esclareceu a representante, que não deixa de se sentir “uma fraude“, quando comparada com outros cantores de ópera, devido ao facto da sua canção fugir ao conceito clássico e colocar-se dentro do espetro do pop alternativo.

De referir que em 2019 Kate foi a primeira vencedora da seleção nacional da Austrália, Eurovision – Australia Decides. Até aqui, o país escolhia o seu representante através de seleção interna e, pela primeira vez, organizou um ‘Festival da Canção’.

Em 2018 – na edição que se realizou em Lisboa – a Austrália, que participa desde 2015, alcançou o seu pior resultado, com We Got Love, de Jessica Mauboy, mas encontra em Kate Miller-Heidke uma nova oportunidade de conquistar um bom lugar. Zero Gravity é uma das canções favoritas deste ano.

Kate Miller-Heidke atua já esta terça-feira (dia 14), em Telavive, na primeira semifinal, que é transmitida às 20h na RTP1.