Novo Amor podia ser só o título de um poema, mas felizmente é o início de uma bela história com Portugal. A primavera (ou apenas o LAV, vá) foi pintado de tons pastel pelo músico inglês. A noite chuvosa de maio tornou-se num porto de abrigo com a presença do mesmo.

Os miúdos do folk parecem padecer todos do mesmo. Começaram com breakups e eventualmente a música foi a sua terapia. Tal sucedeu com Ali, quem dá a voz a Novo Amor. Apresentaram Birthplace, o disco de estreia, que foi lançado em 2018. O sucesso, no entanto, começou bem mais cedo com o lançamento de Woodgate que foi a rampa de lançamento deste projeto.

Num Lisboa Ao Vivo esgotado, o britânico e banda que o acompanha fizeram um espetáculo modesto. Nada de grandes surpresas ou sair fora da caixa. Um Novo Amor é sempre recatado e não se expõe muito. Claro, não quer dizer que não foi uma preciosa hora de calmaria de guitarras, violinos e vozes suaves. A noite faz-se precisamente assim.

Anchor, Alps e Carry You foram definitivamente pontos altos do concerto, que se destacou pela simplicidade e nudez da voz de Ali. Birthplace foi apresentado com excelência e um público português em peso para o entoar.

No fim de contas, Novo Amor não só veio a Portugal apresentar-se como discípulo da língua portuguesa, como também estreou o projeto que pode explodir dentro do mundo infinito que é o folk.