Mais um ano, mais uma MET Gala. O evento criado por Eleanor Lambert, em 1948, voltou a invadir o Metropolitan Museum – em Nova Iorque – e teve como tema: Camp. A ideia parte de um ensaio de Susan Sontag, na qual este conceito é definido como “o amor pelo não-natural: do artifício e do exagero”.

Exageradas foram algumas das escolhas feitas pelos convidados deste evento e o Espalha-Factos mostra-te o que de melhor e pior passou por esta red carpet.

OS MELHORES

Lady Gaga

Li uma opinião que dizia que Gaga não veste o conceito Camp, senão que ela o vive. E a verdade é que em 5 minutos, a cantora – e agora também atriz – trocou de roupa três vezes. História da moda ou não, podemos constatar como os looks fizeram um regresso desde os dias de hoje ao passado da sua imagem.

Kim Kardashian

A mais famosa de entre o clã Kardashian Jenner, decidiu ir encharcada. Com uma criação de Thierry Mugler, a socialite fez transparecer que havia saído do banho naquele preciso momento. O styling, coordenado com o vestido, fez um look que podia ter tudo para parecer barato, num dos mais chamativos da noite.

Fonte: Vogue UK

Michael Urie

O clássico: “tanta roupa e nada para vestir”. Poderia ser essa a máxima de Michael Urie, mas foi com um look metade feminino, metade masculino, assinado por Christian Siriano que brilhou. Desta feita, provou que a moda não tem género e que se quisermos, podemos vestir um fato e um vestido de noite ao mesmo tempo.

Fonte: Cosmopolitan

Violet Chachki

Ponderei antes de colocar Violet Chachki nesta lista, mas a verdade é que senti que a drag queen marcou a diferença. Por vezes é complicado para alguém que vive um personagem com a intensidade que a vencedora da 7ª temporada de RuPaul’s Drag Race vive, fugir daquele que é o seu “boneco”. Mas foi num vestido-luva gigante Moschino – assinado por Jeremy Scott – que desfilou pela passadeira vermelha.

Fonte: Pedastrian.TV

Céline Dion

Por fim, mas não menos importante: Céline. Não sei se é a título pessoal que a incluo na lista ou porque os seus mais de 50 anos assim o merecem. Bem sei que o vestido e acessório de cabeça poderiam perfeitamente ter saído de uma gala de Dancing with the starsDança com as estrelas, na versão portuguesa, emitida pela TVI -, mas a cantora arrasou e demonstrou que a idade não restringe o guarda-roupa.

Fonte: Vogue UK

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OS PIORES

Cara Delevingne

Fiquei confuso se estávamos a fazer uma defesa dos direitos LGBTI+ ou um tributo à Cármen Miranda. Na minha opinião, o look de Cara Delevingne teve tudo menos coerência e é uma pena ver uma modelo com todas as possibilidades de sair como uma das mais bem vestidas do evento, a figurar no conjunto de pessoas que se apresentaram pior.

Fonte: Cosmopolitan

RuPaul

Bem compreendemos a importância e o peso de uma figura como RuPaul para a sociedade norte-americana. Contudo, sinto sempre que a drag queen mais famosa mundialmente fica longe daquilo que é pedido neste tipo de eventos e que por vezes, o melhor seria encarnar o personagem e ir montado.

Fonte: ET Online

Billy Porter

Podemos compreender que Billy Porter esteja a tentar inovar nas red carpets, no que à moda masculina diz respeito? Sim. Se já vimos Lady Gaga a ser transportada por um conjunto de homens? Também. Se este momento Cleópatra do século XXI nos pareceu barato e despropositado? Completamente.

Fonte: Standard.co.uk

Cardi B

Tenho que dizer, em minha defesa, que Cardi B tem trabalhado bastante bem a sua imagem. Seja em passadeiras vermelhas, entregas de prémios ou até mesmo em palco, a artista da República Dominicana tem tentado esforçar-se por se apresentar mais clássica e com uma linha mais coerente. Mas a quem é que queremos enganar? Todos sabemos que este vestido nos faz lembrar a célebre “omelete” de Rihanna, na MET Gala de 2015.

Fonte: E!Online

Zendaya

Pecou por defeito. Conceptualmente Zendaya tinha uma ideia engraçada, contudo faltou-lhe trabalhar mais a mesma e surpreender. À cara da Tommy Hilfiger faltou-lhe não ser tão “óbvia” na sua escolha e arriscar mais, demonstrar que é a hit girl que todos lhe proclamam ser e arrojar mais, num evento onde todos os limites são desafiados.

Fonte: E!Online