Duncan Laurence, representante dos Países Baixos no Festival Eurovisão da Canção ensaiou pela primeira vez no palco do Pavillion 2 da Expo Tel Aviv, em Israel, esta terça-feira (7). Reagiu com naturalidade ao favoritismo que lhe tem sido apontado nos últimos meses.

Admitindo que as apostas valem o que valem e que “tudo pode acontecer“, o cantor admitiu que “é preciso sermos cautelosos“, mas não negou estar satisfeito com a reação do povo holandês, que tem vivido uma ‘febre eurovisiva’ e até já fala de receber o evento no próximo ano. “O que é melhor do que entusiasmo e orgulho? Não quero parar ninguém, só acho que temos de ter cuidado“, acrescentou.

Admitindo que tem “esperança” e que “gostava de ganhar“, não vê isso como “algo que seja adquirido, é algo pelo qual tenho de trabalhar (…) mas como é natural, todos os que se sentam aqui, atrevem-se a sonhar [referência ao slogan da edição 2019, Dare to Dream]“.

Na atuação, Duncan surge a tocar piano, sozinho em palco, apesar de na Eurovisão os instrumentos musicais não serem tocados ao vivo. O intérprete diz que escreveu a música ao piano e que se sente “em casa” quando a interpreta desta forma. “Faz sentido para mim, estar ali a tocá-la ao piano, mesmo que não seja a tocar ao vivo. Eu estou a tocar as notas, mesmo que só eu dê conta disso“, acrescentou o músico.

Duncan Laurence, que canta a música Arcade, é favorito das apostas desde o dia 9 de março, descreveu esta terça-feira como “um longo banho quente“, destacando a boa organização da Eurovisão – “foi como entrar numa máquina e deixar-me ir, deixar tudo funcionar“, adiantou. Os Países Baixos não vencem a Eurovisão desde 1975. A melhor classificação nos últimos anos foi o segundo lugar em 2014.

Duncan Laurence Eurovisão

Fotografia: Diogo Leal Magalhães / Espalha-Factos