[Aviso de spoilers: se ainda não viste todos os episódios de Game of Thrones (GOT) da temporada 8, não leias este artigo com risco de spoilers. Nós avisámos!]

A Grande Guerra entre a vida e a morte pode já ter passado por Winterfell, mas nós quisemos saber mais. De onde terá surgido a inspiração para os aterradores White Walkers? O que faz com que sejam tão assustadores? Quais as suas origens verídicas? Então? Já estás assustado?

George R. R. Martin nunca escondeu que muita da inspiração para a história de Game of Thrones surgiu da Guerra das Rosas Britânica (como mencionado nos artigos anteriores acerca das famílias Targaryen, Stark e Lannister). Para os White Walkers, a inspiração veio de um período histórico ainda mais antigo, resultando numa mistura de história popular com uma crise moderna.

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Um prenúncio sobre as alterações climáticas…

O autor de Uma Canção de Gelo e Fogo já disse, em declarações públicas, que a Noite Longa é uma metáfora para as anterações climáticas. A famosa expressão “Winter is coming” (“O Inverno está a chegar”) é uma alusão à chegada das consequências que as alterações climáticas podem trazer. Ainda que na realidade seja ao contrário, pois a maior preocupação foca-se sim no aquecimento global.

Esta era de gelo e inverno, à qual Ned Stark tantas vezes se referiu enquanto era vivo, existiu de facto no início do século XIV. O norte da Europa foi assolado por temperaturas baixas, verões muito curtos e invernos longos e extremamente frios. George parece ter-se inspirado nesta pequena versão de uma “noite longa”, transformando-a numa noite que duraria anos em conjugação com as preocupações atuais acerca do ambiente.

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… em conjunto com as inspirações mitológicas 

Para além das inspirações relacionadas com as alterações climáticas, os White Walkers parecem também ser inspirados em criaturas da mitologia irlandesa e escocesa. Na série, estas criaturas surgem como esqueletos ambulantes, mas nos livros são descritas como elegantes, lindas e não tão mortas assim. Viviam em locais remotos e longe dos humanos, não sendo necessariamente maus. Eram apenas perigosos quando não obtinham as suas oferendas habituais.

Os fãs de GOT sabem, no entanto, que pelo menos o selvagem Craster dava todos os seus filhos aos “Deuses Frios”. No livro não fica explícito qual o destino destes bebés, mas na série vemos que as crianças são transformadas em White Walkers. Esta história é semelhante à contada no século XIV, altura em que existiam relatos de crianças raptadas e substituídas por outras crianças “mágicas”.

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Gigantes congelados e zombies

Os White Walkers vão ainda buscar inspiração a lendas com origem na Escandinávia e na Germânia, onde se ouviram, em tempos, lendas acerca de gigantes congelados: seres que não eram nem homens, nem deuses, nem duendes, nem outra criatura alguma vez falada. Dizia-se também que, por vezes, entravam em conflito com os deuses nórdicos e que estes até construíram um muro para os manter longe.

Curiosamente, o principal deus da mitologia Nórdica tinha o nome de Odin: um homem que via tudo, tinha corvos e lobos e sentava-se às vezes numa suposta árvore mágica. Lembra-te algo?

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Para além das inspirações mais anciãs, George R. R. Martin inspirou-se certamente em criaturas assustadoras da modernidade para construir estas criaturas, tais como zombies. Não admira que sejam tão assustadores, pois combinam uma série de influências antigas e lendas com os perigos das alterações climáticas e ainda com influências modernas de Hollywood. Ainda bem que, aparentemente, já estão todos mortos. Esperemos é que o próximo episódio não nos guarde mais nenhuma surpresa desagradável…

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