Dead to Me é a mais recente aposta da Netflix e chegou ao público esta sexta-feira (dia 3). A série criada por Liz Feldman é protagonizada por Christina Applegate e Linda Cardellini, e conta a história de duas viúvas que desenvolvem uma amizade altamente improvável e cheia de segredos.

Christina Applegate é Jen Harding, uma agente imobiliária cujo marido foi assassinado após um violento atropelamento que não teve resolução. Linda Cardellini é Judy Hale, a sua mais recente amiga, com uma personalidade muito distinta. O que Jen não sabe, contudo, é que Judy esconde vários segredos e que tem tendência para se tornar uma mentirosa compulsiva.

Amigas improváveis

As amizades, por vezes, surgem nos momentos mais improváveis. Em Dead to Me, isso não é exceção. Jen passa – possivelmente – um dos piores momentos da sua vida, mas encontra em Judy a sua salvação. Apesar da ligação entre as duas não ser automática, quando acontece, rapidamente se tornam inseparáveis. Juntas na alegria e na tristeza, Jen e Judy criam um elo tão forte que quem vê de fora, julga se inquebrável.

No entanto, a amizade entre as duas é muito mais frágil do que se pensa. Judy esconde segredos capazes de destruir a relação; segredos esses que vão sendo desvendados ao longo dos dez episódios em que a trama se desenvolve.

Três motivos para ver

Se procuras uma série que te entretenha nos próximos tempos, Dead to Me é a série ideal. Os episódios são curtos – todos eles com cerca de 30 minutos – e a narrativa é incrivelmente ágil. A série de Liz Feldman é perigosa para aqueles que não têm muito tempo pois, é tão viciante que é capaz de ser consumida num dia só, como se de um grande filme se tratasse. Mas, se os elogios que aqui ficam feitos ainda não são suficientes para te converteres a Dead to Me, então apresentamos uma lista de três motivos para o fazeres:

1. Plot-twist atrás de plot-twist

Nos momentos em que acreditamos que tudo cairá no previsível, eis que a série nos surpreende e nos presenteia com reviravoltas totalmente inesperadas. É a típica série da Netflix, mas é uma surpresa agradável e – ao contrário de muitas que o serviço apresenta – não merece ser esquecida.

Dead to Me é imponderável e – por isso mesmo – uma caixinha de surpresas, em todos os aspetos.

2. Um elenco cheio de talento

Linda Cardellini em Bloodline, também da Netflix.

Esta não é a primeira produção em que Linda Cardellini trabalha com a Netflix. Já o tinha feito anteriormente em Bloodline, um drama com três temporadas. No entanto, Judy é capaz de ser o papel mais divertido que teve nos últimos tempos. É uma personagem complexa que passa do humor para momentos fortemente dramáticos, sempre alinhados com o desempenho magistral da atriz.

Christina Applegate tem – também – uma grande atuação. A atriz já foi anteriormente nomeada para três Golden Globes, em 1999 – pela série Jesse – e em 2008 e 2009, pela série Samantha Who?. Applegate teve ainda uma pequena participação em Friends, que lhe rendeu um Emmy.

James Marsden – de Westworld – apresenta, também, uma boa atuação, naquele que é um dos papéis principais da série.

3. O delicioso humor negro

Apesar de se tratar de uma (ligeira) comédia, a história de Jen e Judy é muito mais do que isso. As piadas são inteligentes e são inseridas – normalmente – em contextos tão inesperados ou dramaticamente intensos, que tornam os atos ainda mais aliciantes. É aquela série que nos faz rir sem nos apresentar cenários disparatados.

Não se sabe se Dead to Me terá a sorte de ser renovada para uma segunda temporada – esperemos que sim – mas se não acontecer, não há motivos para tristezas. O final da primeira temporada fecha com chave de ouro, embora deixe aquela vontade de querer mais.

Em suma, a nova série da Netflix apresenta uma intriga interessante, com momentos humorísticos que valem ouro, e atuações que tão depressa não se esquecem.

Lê também: The 100: Será na sexta temporada que se vai viver em vez de sobreviver?
'Dead to Me': A simbiose perfeita entre o drama e a comédia
8.5Valor Total
Votação do Leitor 4 Votos
7.3