Conan Osiris chegou a Telavive sem medo da arena vazia que o esperava e admitiu que esperava um palco maior. No primeiro ensaio, este domingo (5), a mudança mais notada foi a da roupa, que agora é verde, e da máscara, que passou a ser preta.

Em conferência de imprensa, o cantor português explicou ao Espalha-Factos a alteração de forma simples: “Quis trazer algo novo para vocês verem“. Numa sessão de perguntas e respostas em que foram vários os jornalistas estrangeiros a questionar o concorrente português, que esteve acompanhado pelo dançarino João Reis Moreira, não quis também revelar quando regressa à atuação o salto mortal, explicando que não podem “dar tudo de uma vez” e que “cada momento tem a sua energia“.

Conan Osiris

Fotografia: Diogo Leal Magalhães / Espalha-Factos

Insistentemente questionado sobre o significado da música e da atuação, Conan relembrou que “as coisas têm significados diferentes para cada pessoa” e sublinhou não querer “tirar os significados às pessoas“. “O tema é expressar tantas contradições quanto possível numa mesma frase… Se eu fizer as pessoas sentirem alguma coisa, eu já estou feliz“, asseverou.

Telemóveis, o tema com que se apresenta em palco, “é a vida“. Tanto pode ter “violência, como tristeza, melodia ou alegria“, sublinhando que é um tema “que não tem vergonha da tristeza e da beleza que há na tristeza e na saudade“.

Conan Osiris, de 30 anos, sobe ao palco da Eurovisão na terça-feira, 14 de maio. Representa Portugal como o 15.ª país a soar em Telavive essa noite. A canção Telemóveis, com que venceu o Festival da Canção, elevou-o do estatuto de estrela em ascensão no cenário alternativo para o de nome familiar na casa dos portugueses.

Conan Osiris

Fotografia: Diogo Leal Magalhães / Espalha-Factos