The 100: Será na sexta temporada que se vai viver em vez de sobreviver?

The 100 estreou a sua sexta temporada esta terça-feira (30), quase um ano depois desde o último episódio da quinta temporada. O Espalha-Factos adiantou-se na visualização do episódio de estreia e, como tal, entrega-te um ponto de situação do que esta temporada poderá trazer.

ATENÇÃO: O artigo pode conter spoilers

Para analisar em que ponto estamos no começo da recente temporada, é necessário primeiramente visitar os dois últimos episódios da quinta temporada para saber como foi o final do ‘livro 1’.

“First we survive, then we find our humanity back”

A sobrevivência tem sido o centro principal da narrativa de The 100 que, como sabemos, apresenta diferentes enredos ao longo das suas temporadas. A quinta temporada não foi exceção à regra.

O primeiro episódio desta temporada começou 42 dias após a Praimfaya, onda de radiação que destruiu o planeta Terra pela segunda vez e levou Bellamy (Bob Morley), Raven (Lindsey Morgan), Murphy (Richard Harmon), Monty (Christopher Larkin), Harper (Chelsey Reist)Emori (Luisa D’Oliveira) e Echo (Tasya Teles) a regressassem ao espaço para sobreviverem.

Clarke (Eliza Taylor), que ficou na Terra, começa a sua jornada de sobrevivência sozinha, numa tentativa de chegar à Pólis, ao bunker onde ficou a sua mãe Abby (Paige Turco) e os restantes sobreviventes, governados por uma Octavia (Marie Avgeropoulos) sem limites. Quando se apercebe que sozinha não consegue escavar, desiste e procura um outro lugar seguro para sobreviver. Chega, então, a um vale com condições suficientes para aguentar até os amigos do espaço regressarem.

No vale, Clarke descobre que não é a única sobrevivente em pleno céu aberto. Conhece Madi (Lola Flanery), uma criança com quem vive durante seis anos e acaba por se tornar quase uma mãe para ela, protegendo-a de ameaças a todo o custo.

Fotografia: CW/Divulgação

Mais tarde, percebemos que Madi não é uma criança qualquer, mas sim a verdadeira herdeira dos comandantes. O seu destino é salvar o seu povo e, como consequência, tirar Octavia do poder. Clarke inicialmente tem dificuldade em aceitar colocar “a sua filha” em perigo, mas acaba por ceder.

Fotografia: CW/Divulgação

O final da quinta temporada de The 100 dividiu-se em duas partes, dois episódios – Damocles: Part One & Part Two (T5, E13 e E12) – cheios de momentos de ação e tensão. Estava iminente uma batalha entre os protagonistas que, entretanto deixam o bunker, os que regressaram do espaço, e um grupo de assassinos que aterrou no planeta terra no primeiro episódio desta temporada.

O que está em causa nesta batalha é ficar com o vale, já que a partir de dado momento percebemos que o grupo de assassinos não o quer partilhar, nem ser piedosos face à rendição. Quem se cruza no seu caminho, é morto.

Neste contexto de batalha, Abby, Kane (Henry Ian Cusick), Clarke e Madi foram capturados e obrigados a ajudar para sobreviverem, acabando por serem considerados traidores. Clarke não parece importar-se muito com isso, ela faz o que for preciso para se manter viva e a Madi.

“Life should be about more than just surviving”

A batalha parece perdida, estando os sobreviventes num acampamento com escassez de meios e outros na frente da batalha, em perigo. Neste último cenário encontra-se Octavia, Bellamy, Indra e a sua filha, Gaia (Tati Gabrielle) que está gravemente ferida. Octavia sacrifica-se para os salvar, mas também ela acaba por ser salva por Echo, Emori, Murphy e Madi. Deslocam-se até ao acampamento, onde os sobreviventes se encontram divididos e sem esperança.

Octavia dá a sua benção a Madi como a nova comandante oficial e ela lidera na batalha – sim, uma criança! – porém, tem na sua mente todos os comandantes passados a aconselharem-na, incluindo Lexa (Alycia Debnam-Carey).

Shaw (Jordan Bolger) e Raven foram capturados pelo grupo de bandidos que os torturam para os fazer descolar uma nave com mísseis para serem lançados aos seus amigos. Clarke aparece e ameaça matar a futura filha de McCreary (William Miller), numa tentativa de o chantagear para ele não descolar a nave do solo e, assim, proteger a vida de Madi e dos restantes. Porém, o assassino não está disposto a perder e num ato de egoísmo, lança uma bomba que irá destruir o vale e matar a raça humana.

Fotografia: CW/Divulgação

A terra é novamente destruída e 412 pessoas (alguns inimigos foram salvos) voltam ao espaço. Gaia, Kane e Murphy vão feridos. As surpresas não ficam por aqui.

O destino da raça humana precisa de ser decidido mais uma vez. Sem mantimentos suficientes, disponíveis na Nave, para os dez anos que o planeta Terra supostamente precisa para recuperar, decidem recorrer às cápsulas de criogenia. Nelas podem dormir durante esse tempo e acordar sem ter envelhecido.

Após 125 anos, Clarke e Bellamy são os primeiros a acordar e são recebidos por Jordan (Shannon Kook), um jovem que descobrem ser o filho de Monty e Harper que decidiram não recorrer à criogenia. Estes documentaram a sua vida na nave em vídeo até ao fim das suas vidas e deixaram Jordan numa cápsula com a tarefa de guiar os colegas e de lhes mostrar os vídeos quando acordassem.

Nada correu como estava previsto, a Terra não voltou a estar habitável. A solução está agora em explorar um novo planeta – o planeta Alfa, descoberto por Monty. É, deste modo, que termina a quinta temporada. Clarke e Bellamy em lágrimas a observarem a possível nova casa da raça humana.

Fotografia: CW/Divulgação

Após o que parecem ter sido mesmo 125 anos de espera finalmente estreou a nova temporada de The 100 para felicidade de todos os fãs da série.

“Do Better”

Este desejo deixado por Monty aos colegas – de fazerem melhor, de serem os heróis – parece ser o lema da sexta temporada. Será que é desta que vemos os nossos protagonistas preocupados em melhorar as condições de vida, em vez de terem de arranjar formas para sobreviver? A resposta é negativa e fica explícita no primeiro episódio da nova temporada.

O planeta Alfa é parecido com a Terra, daí Monty o ter considerado uma possível nova casa para todos. No entanto, a única forma de saber se é habitável, é indo de facto lá. Num tom de certa nostalgia relativa à primeira temporada, a história repete-se.

Clarke, Bellamy, Murphy, Emori, Shaw, Echo, Miller (Jarod Joseph) e Jackson (Sachin Sahel) viajam até lá e percebem que o ar é respirável, há água, dois sóis e uma radiação aparentemente inofensiva. Resta saber por quanto tempo está tudo bem… afinal estamos a falar de The 100.

Fotografia: CW/Divulgação

Enquanto isso, Jordan e Raven, que estão no espaço, descobrem que o Alfa é na verdade uma lua (Sanctum que dá título ao episódio) e não um planeta.

Abby passa o episódio a tentar salvar Kane que parece ficar bem após cirurgia, porém depois de uma discussão com Octavia, o seu coração pára. Obcecada em não deixar morrer o homem da sua vida, Abby coloca-o numa cápsula a dormir, enquanto procura meios para o salvar.

Novamente em Sanctum, a equipa de exploração tenta estabelecer contacto com a nave no espaço e para isso busca um farol. Ao vez disso, encontra um castelo que parece abandonado. Enquanto estão por lá a conhecer o espaço, apercebem-se que a sua nave está a ser roubada por alguém e, na mesma altura, temos uma revelação.

O que parecia ser um livro infantil, é na verdade, um alerta. Existe algo no ar, quando ocorre um eclipse solar, que faz os “amigos tornarem-se inimigos” e que é de, tal modo, forte que quando as pessoas são expostas raramente são salvas. Emori é a primeira afetada e do nada começa a esfaquear Murphy.

Os indícios de que a radiação não era viável surgiram pela primeira vez, um pouco antes no decorrer do episódio, quando a equipa foi atacada por um enxame de insetos voadores que levaram à morte de Shaw.

Resta-nos saber agora como a equipa de exploração, sem qualquer comunicação com a equipa do espaço, vai sobreviver perante uma ameaça que não entende, nem sabe como combater.

“A sexta temporada é o maior reinício que fizemos até hoje. Estamos, de várias maneiras, a mudar tudo o que conhecem. Até tematicamente quisemos inovar. Por isso, antes a série era sobre: até onde vais para sobreviver. Agora, é mais sobre: podes fazer melhor?  Os personagens serão responsabilizados pelos seus atos”, antecipou sobre o que podemos esperar, Jason Rothenberg, o criador da série, em entrevista à Entertainment Weekly.

Novidades no elenco

Na mesma entrevista à Entertainment Weekly, o criador da série revelou que os habitantes da lua entrarão em cena em pouco tempo e que, ao contrário, dos nossos conhecidos protagonistas, sabem como sobreviver no local. Descreve-os como “muito diferentes daquilo que já encontrámos antes”. Além disso, Rothenberg revela que serão estes habitantes, que vivem em harmonia, a decidir se os humanos que destruíram o planeta Terra podem ou não ficar.

Uma das histórias divertidas que estamos a contar é como estes dois grupos vão colidir e provocar mudanças mútuas”, revela Jason Rothenberg. O grande mistério da temporada, a verdadeira história, permanece intacta e ninguém faz ideia para onde esta sexta temporada se encaminha, admitiu o criador da série ao TVLine

Em Portugal,  The 100, série original do canal americano CW, chega à Netflix este domingo (5). De acordo com o IMDb, e à semelhança das duas últimas temporadas, deverá ter 13 episódios.

Ainda a sexta temporada vai no início e a sétima temporada de The 100 já foi confirmada.

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