Esta semana, a Fundação Lego, financiada pelo Lego Group, anunciou o desenvolvimento do seu mais recente projeto: o Lego Braille Bricks.

Como indica o nome, este projeto destina-se a crianças com incapacidades visuais com o objetivo de ajudar no seu processo de alfabetização. Desta forma, os botões que compõem os blocos serão reformulados como pontos de Braille.

No entanto, cada peça será também carimbada a letra, o número ou o símbolo de pontuação correspondente para que as crianças com capacidades visuais possam utilizá-las e, assim, todos têm a possibilidade de aprender com o mesmo sistema, de se sentir incluídos e iguais.

Segundo Diana Ringe Krogh, uma das supervisoras da ideia, os  Lego Braille Bricks são bastante intuitivos e “é realmente uma abordagem de aprendizagem por meio de brincadeiras.”

Inicialmente, o projeto foi disponibilizado na Creative Commons, uma organização não governamental, sem fins lucrativos, cujo propósito é expandir a quantidade de obras criativas disponíveis, através de suas licenças que permitem a cópia e compartilhamento com menos restrições, com a campanha #braillebricksforall.

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Isto permitiu que qualquer fabricante pudesse produzir um produto semelhante aos Braille Bricks sem quaisquer custos de licença.

Felipe Luchi, sócio e CCO da Lew’LaraTBWA, a agência de publicidade do projeto, afirma que o “formato de comercialização ainda não está definido; o importante é que a marca vai implementar globalmente o projeto, e a Lego vai usar seu conhecimento para ajudar uma fatia importante da sociedade: crianças com deficiência visual e escolas”.

Braille

@lego

De momento, o plano ainda está em fase piloto e apenas deverá ser lançado, em parceria com escolas e associações para indivíduos com incapacidades visuais, em 2020.
A janeiro de 2018, Tomé Coelho, presidente da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), em entrevista à agência Lusa, explica que, em Portugal, apesar de crianças e adultos terem a oportunidade de aprender e utilizar o sistema Braille no processo educativo, ainda existe “existe um défice de professores com preparação suficiente.”
Contudo, o Presidente reconhece que nos últimos anos “tem-se vindo a assistir a um investimento por parte do Estado” e a “um esforço” de todas as instituições representativas das pessoas com deficiência visual.”