Decorreu este domingo, dia 28, mais uma edição da Maratona de Londres que, este ano, surpreendeu os atletas com uma postura mais sustentável: parte da água foi distribuída em pequenas bolsas comestíveis.

As bolsas são produzidas a partir de uma membrana fina à base de algas, desenvolvida pela start-up britânica Skipping Rocks Lab, criada em 2014 por Rodrigo Garcia Gonzalez e Pierre-Yves Paslier.

O duo conheceu-se enquanto ambos estudavam Engenharia de Design Inovadora, em Londres, e o seu principal objetivo é fazer com que as embalagens de plástico desapareçam por completo.

comestíveis

Divulgação/Skipping Rocks Lab

A bolsa, apelidada de Ooho, não tem qualquer sabor e são biodegradáveis, não provocando nenhum impacto para o ambiente. Deste modo quaisquer membranas que foram deitadas para o chão, por alguns atletas, desapareceram por completo em seis semanas.

As bolsas foram distribuídas na linha das 23 milhas por voluntários, sendo todas as medidas de higiene aplicadas nesta distribuição, como a utilização de luvas, por exemplo.

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Porém, apesar da atitude sustentável, a prova não foi totalmente amiga do ambiente. A distribuição de garrafas de água de plástico manteve-se, contudo, de acordo com a revista Metro, a organização garantiu que todas estas garrafas foram produzidas a partir de materiais reciclados.

Este não é o primeiro à base de algas que a Skipping Rocks Lab cria. A marca já lançou bolsas semelhantes adaptadas para outros tipos de produto, tais como condimentos, por exemplo.

@oohowater

Segundo Rodrigo Garcia Gonzalez, um dos fundadores da start-up em entrevista à plataforma Koam News Now, a presença da Ooho na maratona “é um marco (…) esperamos demonstrar que ela pode ser usada em escala no futuro.”

De momento, a marca está a desenvolver máquinas que possam produzir as cápsulas em escala, com vistas a alugá-las para empresas que queiram usá-las para embalar suas bebidas ou outros produtos.