George R. R. Martin já surpreendeu o mundo ao anunciar e publicar um livro focado apenas nas origens da família Targaryen. O Espalha-Factos também lançou, na semana passada, o primeiro artigo sobre esta família e as suas origens com base na História real. Mas afinal o que se sabe acerca dos restantes clãs de Westeros, tais como os Stark? O clã que nunca esquece não poderia ser esquecido por nós.

A família Stark é provavelmente aquela com que a maioria do público de Game Of Thrones (GOT) simpatiza. Todos sentimos a dor de ver Ned Stark morrer e soubemos que, a partir daí, nada seria o mesmo. Desde Catelyn, Jon, Bran, Rickon, Theon, Arya até à Sansa, todos ultrapassaram desafios inimagináveis ao longo das temporadas, com cenas marcantes e algumas delas até chocantes. Como esquecer o Red Wedding com a morte trágica de Rob e Catelyn, mesmo antes do seu reencontro com Arya? Mas uma coisa sabemos, eles são os reis dos reencontros mais bonitos de toda a série até agora.

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A inspiração por detrás da matilha

No meio de tanta bravura e tragédia, onde será que o escritor encontrou inspiração para uma família tão nobre e unida?

O ponto de partida para a inspiração literária de George R. R. Martin é a Guerra das Rosas, na Inglaterra. A história de Ned Stark é bastante parecida com a de Richard de York, “O Bom”, que viajou até ao sul de Londres para ser protetor do Reino da rainha Margaret (como Ned foi chamado por Robert para ser a Mão do Rei).

Segundo rumores da época, a rainha Margaret estava a ter um caso extraconjugal e o rei não era o melhor líder do mundo – o que fazia com que fosse rainha a mandar e não propriamente o rei. Richard de York não era o maior fã da rainha e tinha alguns interesses e direitos relacionados com o trono.

Foto: IMDb/Game of Thrones. Cersei Lannister e Ned Stark em confronto

O conflito escalou em guerra, sendo que a fação de Richard estava representada com uma rosa branca e a de Margaret com uma rosa vermelha. Sendo vermelho a cor dos Lannisters, esta história faz-nos lembrar algo. Tal como sabemos, também na vida real Richard acabou morto por decapitação e os seus filhos foram obrigados a fugir e a defender-se cada um por si.

Mas as parecenças entre o clã Stark e a família York não terminam aqui. Um dos filhos da família foi assassinado e outro, Ricardo, o terceiro, era gozado por ter uma deficiência – mas tanto quanto se sabe ninguém o atirou de uma janela abaixo.

Fonte: Giphy

Coragem e magia, a receita perfeita para o sucesso

A parte mágica que envolve a família Stark, nomeadamente no caso de Bran e da sua capacidade mágica, bem como da árvore com que este se funde, teve origens diferentes. Essa inspiração parece ter vindo do período pré anglo-saxónico da Inglaterra, período que se diz ter sido abundante em tribos célticas muito parecidas às ‘crianças da floresta’ que vemos em GOT. Essas tribos tinham uma estranha e mística ligação com a natureza, tal como estas pequenas criaturas que surgem na narrativa de Martin.

Outra ligação que pode ser feita entre os Stark e personagens históricas é a ligação com o povo Viking e a sua mitologia. O grande Deus dos vikings era Odin, um deus que apenas tinha um olho, era omnipresente e conseguia ver através dos olhos de corvos e lobos. Também se sentava numa espécie de árvore de forma a ganhar omnipotência. Lembra-te alguém?

Foto: IMDb/Game of Thrones. Bran Stark e a árvore de Winterfell

Qual o futuro dos Stark? 

Não sabemos. Ganharão o trono com as suas capacidades de omnipotência e capacidade de falar com os seus animais através da mente? Ou ganharão através da sua bravura, humildade e eterna história de “underdog”? Perderão para as mãos da rainha Cersei que sempre os odiou e lhes trouxe todas as suas desgraças? E que consequências trará o reencontro entre Bran e Jamie Lannister?

Teremos que esperar mais um pouco até descobrir.

Fonte: Giphy

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