Nascido no decote da nação, entre o Caramulo e a Estrela, Úria leva para os palcos o blues do Delta do Dão. De lenda rural para lenda urbana, tudo está certo: meio homem meio gospel, mãos de fado e pés de roque enrole.

“Ferrugem”, “Fusão”, “Mãos” e “Vem de Novo” são as novas canções do músico de Tondela e compõem o seu novo mini-álbum Marcha Atroz, que apresentou no Avenida Café Concerto.

Nas suas palavras, “são músicas sobre a oxidação dos bens e a oxigenação do Bem. São cantigas para que tudo se largue e nada se olvide. São palmadas na inacção, combustões espontâneas e canonizações instantâneas. Malhas de revolta e de Travolta. Na Marcha Atroz vergo-me ao protesto, vendo-me para peças, visto a pele do crooner salomónico, vou esconjurando o esquecimento. É um mini-álbum de retrospectiva, mas tem capa amarelada como um post-it para o futuro.”

O Espalha-Factos esteve presente no concerto e mostra-te a marcha de Úria: