A poucas horas de atuar no Campo Pequeno, o Espalha-Factos falou com o artista cabo-verdiano para antecipar o lançamento do seu novo álbum de estúdio.

Enquanto a sua equipa continuava com a montagem do palco, Djodje concedeu-nos uns minutos de conversa na sala da tribuna presidencial da Praça de Touros do Campo Pequeno.

Simpático e cortês, Fernando Jorge, mais conhecido por Djodje, falou com o Espalha-Factos sobre o seu novo disco que, segundo o próprio, representa um novo início para o artista.

[O álbum] chama-se Newborn pelo facto de se tratar de um renascimento na minha carreira. Fui pai há pouco tempo e isso marcou a conceção deste disco. É mais eclético [do que os outros álbuns] mas tento não perder a minha essência.

Para além de Atrevido, o single de Newborn, duas das canções que fazem parte deste disco são colaborações com artistas fora do espectro musical de Djodje: são elas Vamos Fugir com a fadista Cuca Roseta e A Fila Anda com Jimmy P.

O artista cabo-verdiano revela ser “adepto das colaborações”, admitindo ter tido uma experiência “excelente” com Cuca Roseta e Jimmy P. Questionado pelo Espalha-Factos sobre potenciais novas parcerias, Djodje apenas refere que tem intenções de compor mais canções no futuro.

Tenho uma lista enorme de músicos com quem gostaria de trabalhar, mas se revelasse ficávamos aqui o dia todo [risos] A porta está sempre aberta, por isso quem sabe.

Quanto às diferenças entre fado e kizomba, Djodje vê a fusão de diversos géneros como benéfica. “[Os artistas], ao fazerem colaborações, todos os estilos saem a ganhar“, salienta.

Em 2019, Djodje completou 30 anos de vida. Em jeito de balanço da sua vida pessoal e profissional, o artista mostra-se satisfeito com o seu percurso. “Sinto que tudo aconteceu a seu tempo. O nascimento do meu filho é um marco claro, mas falta fazer muito mais”, ambiciona.

Depois de ter lotado o Campo Pequeno, Djodje atua a 26 de abril no Hard Club no Porto. O disco Newborn já está disponível nas plataformas de streaming.