O cérebro é o que comanda o corpo e também a exposição Cérebro – mais vasto que o céu da Fundação Calouste Gulbenkian. É uma experiência imersiva e informativa, que mostra o cérebro desde a origem até aos nossos dias.

A viagem começa dentro do cérebro. Ao entrar deparas-te com imagens da obra Self-reflected do artista e neurocientista norte-americano Greg Dunn. É uma experiência imersiva, emocional e sensorial, acompanhada de uma composição sonora de Rodrigo Leão.

 Fundação Calouste Gulbenkian

Obra “Self-reflected” de Greg Dunn, na exposição “Cérebro – mais vasto que o céu”, na Fundação Calouste Gulbenkian (Fotografia: Fundação Calouste Gulbenkian)

Ao longo da exposição podes conhecer a origem do cérebro – como ele era há 500 milhões de anos – a sua complexidade, a influência nas características humanas e as tecnologia de interface cérebro-máquina e as suas aplicações.

A origem é um dos primeiros módulos da exposição. Aqui explica-se como tudo funciona ou como não funcionava: o cérebro sofreu um processo contínuo de evolução, mas hoje sabe-se como recebe a informação sensorial e executa programas motores.

Desengana-te se pensas que aqui é como uma aula de biologia. Há um neurónio que dispara quando deteta a presença de visitantes e há ilustrações que explicam o papel do córtex sensorial e motor.

Os cérebros animais não são deixados de fora. Mostram as diferenças, mas também as semelhanças – cérebros constituídos pelas mesmas partes – entre o cérebro humano e animal. São apresentados modelos de cérebros de diferentes animais vertebrados como peixes e mamíferos.

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Pensar com o cérebro sobre os cérebros. É assim que chegas a outro dos módulos da exposição. Vais pensar sobre a forma como o cérebro origina as perceções que temos de nós e do mundo através de um momento multimédia criado para uso simultâneo de quatro visitantes, onde podem ouvir e ver a atividade cerebral.

Depois das explicações sobre as reações no ser humano despoletadas pelo cérebro, os visitantes são convidados a perceber como funcionam os cérebros artificiais.

Estes não têm pulsações, mas dão vida, por exemplo, quando usados por doentes com incapacidades motoras. No módulo sobre as tecnologias de inteligência artificial e da robótica, vais jogar. Sim, vais poder jogar Mindball. 

Consiste, num “jogo de futebol mental em que duas pessoas se defrontam movimentando uma bola em direção à baliza do adversário, com base nas suas ondas cerebrais”, tal como indicado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Enquanto te juntas à brincadeira, os robots de pintores de Leonel Moura vão estar a pintar telas em tempo real, desafiando os visitantes a pensar se “será a criatividade uma propriedade exclusivamente humana?”.

Fundação Calouste Gulbenkian

Brain I de Leonel Moura, na Fundação Calouste Gulbenkian (Fotografia: Fundação Calouste Gulbenkian)

A exposição é para miúdos – havendo pacotes turmas do 1º ao 3º ciclo e Ensino Secundário – e para graúdos, cujos preços variam entre 2,5 euros para jovens e séniores e os 5 euros por bilhete inteiro.

Jovens que apresentem cartão estudante às sexta-feiras das 18h às 21h, podem entrar gratuitamente.

A exposição está disponível até dia 10 de junho, todos os dias – excepto à terça-feira – das 10h às 18h.