Chloé, de 20 anos, é lusodescendente e vive em Hérault, no sul de França. Na prova cega com que se candidatou ao The Voice francês, quis mostrar as suas origens e interpretou Lágrima, de Dulce Pontes. A prestação convenceu os jurados.

A interpretação não motivou que todos virassem a cadeira, mas mereceu elogios de todos os elementos do júri, que conta com os cantores Mika, Soprano, Julien Clerc e Jenifer. Foi assim que a jovem conseguiu “provar a toda a gente que podia chegar lá“.

A LCI descreve uma atuação “cheia de sensibilidade“, sendo que a concorrente descreve a música como um tema que lhe relembra “as raízes“, salientando que assim pôde “tocar a família e dar-lhes aquele clique que esperava“.

A música é uma paixão. Não é uma profissão“, afirma Chloé, que contou ter deixado tudo para tentar a sua sorte como cantora. Mika e Soprano viraram a cadeira quase ao mesmo tempo, no final da canção, com este último a pedir que ela lhe ensinasse português caso ficasse na equipa – “eu serei o teu mentor e tu a minha“, pediu o rapper francês. “Isto é fado, mas não é bem fado, é uma mistura. Isso percebe-se e não é uma coisa má. Sabes? Tu tens alguma coisa. Foi lindo, digo-te com toda a sinceridade. Provocou-me uma emoção, porque estava perante alguém que quis fazer algo belo“, elogiou Mika, por seu lado.

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Chloé, que veio do sul de França até ao programa de televisão, seguirá em frente na competição e terá mesmo de dar algumas aulas de português, porque ficou como elemento da equipa de Soprano, que a orientará nesta oitava edição gaulesa do The Voice.