Agnès Varda, realizadora e fotógrafa de origem Belga, morreu com 90 anos na noite de quinta para sexta-feira, dia 29 de março de 2019. Esta informação foi avançada por fonte da família da cineasta esta manhã

O jornal Libération acrescenta que Varda “morreu em casa na sequência de um cancro”, rodeada pelos familiares. Cécilia Rose, produtora da artista há 17 anos, diz que a artista “Deveria inaugurar esta noite uma exposição em Chaumont-sur-Loire, que agora vai abrir sem ela”.

Agnès Varda nasceu em Ixelles, na Bélgica em 1928. Estreou-se na realização em 1954, com La Pointe Courte e foi um dos maiores nomes da Nouvelle Vague. Ao longo da sua vida realizou mais de 47 filmes entre longas e curtas-metragens.

Habitualmente vista como uma das pioneiras do movimento cinematográfico da Nouvelle Vague em França, Varda destacou-se, poucos anos depois da sua estreia, com Cléo de 5 à 7.

Em 1985, venceu o Leão de Ouro em Veneza por Sem Eira Nem Beira, cinco anos antes da morte do seu marido – e também realizador – Jacques Demy. As Praias de Agnès vence o César de Melhor Documentário em 2009, oito anos depois de ser distinguida com um prémio honorário na cerimónia do melhor cinema francês.

Em 2018, a Academia de Hollywood atribuiu-lhe um Oscar honorário, no mesmo ano em que foi nomeada pela primeira vez para os prémios, com “Olhares Lugares” a fazer parte das nomeações na categoria de Melhor Documentário.

Em 2019 Varda estreou no Festival de Berlim a sua série Varda par Agnès – Causerie, um documentário imprevisível  sobre a sua experiência como realizadora, trazendo uma visão pessoal do que ela chama de “escrita cinematográfica”, viajando da Rue Daguerre em Paris para Los Angeles e Pequim. Esta série estreou no passado dia 18 de março na televisão francesa.