O que eu ouvi na barrica das maçãs é uma seleção das melhores crónicas de Mário de Carvalho, que a Porto Editora nos vai trazer no próximo dia 4 de abril. A apresentação vai contar com a participação de Ricardo Araújo Pereira, 6 dias depois, a 10 de abril, em Lisboa.

O escritor, o cidadão, o comunicador e o memorialista

Fonte: Wook

As crónicas estão divididas em quatro partes e separam o escritor, o cidadão, o comunicador e o memorialista. Começam nos anos 80 e 90, publicadas no Público e no Jornal de Letras. São memórias políticas e familiares, preocupações de um cidadão inconformado, um olhar crítico sobre o ofício da escrita e encontros improváveis, revela-nos o comunicado enviado pela editora.

Nas palavras de Francisco Belard as crónicas são sinais de “um escritor que declaradamente prefere viajar no discurso e decurso do tempo e do espaço doméstico a fazê-lo em itinerários geográficos, programados e turísticos”.

Encontra as primeiras páginas de O que eu ouvi na barrica das maçãs, de Mário de Carvalho, aqui. A obra apenas vai ser publicada na próxima quinta-feira (4), mas já se encontra disponível para pré-venda por 13,95 euros.

A apresentação e lançamento oficial do livro vai ter lugar dia 10 de abril, às 18h30, no El Corte Inglés Lisboa, e ficará a cargo do humorista Ricardo Araújo Pereira.

Mário de Carvalho, o cronista

Fonte: divulgação – Porto Editora

É das crónicas que emerge o escritor, um dos nomes mais marcantes da literatura portuguesa da atualidade.

De origem alentejana, Mário de Carvalho nasceu em Lisboa, mas sempre manteve um laço com o Alentejo. Nasceu em 1944, foi um dos estudantes revolucionários de 1965, foi militar e viu o seu serviço militar interrompido pela prisão. Enfrentou o exílio e lutou pela liberdade na Revolução dos Cravos para depois acabar a exercer advocacia em Lisboa.

Tudo o resto é literatura. Mário de Carvalho começou a escrever o seu nome nas entrelinhas da literatura portuguesa em 1981, com o seu primeiro livro Contos da Sétima Esfera.

Desde então, Mário de Carvalho foi romancista, dramaturgo mas, acima de tudo, contador de histórias, com obras lidas não só em Portugal, como também em todo o mundo.

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