Apesar de ser um universo versátil e em constante mudança, o mundo da moda trouxe-nos algumas peças icónicas, que se tornaram must-haves nos nossos guarda-roupas mas, sobretudo, que marcaram uma era.

Neste sentido, o Espalha-Factos sugere-te algumas invenções que revolucionaram o mundo da Moda e, consequentemente, os nossos guarda-roupas:

LITTLE BLACK DRESS

Utilizado no clássico Breakfast at Tiffany’s, em 1961, o vestido preto foi popularizado pela atriz Audrey Hepburn e também pela estilista Coco Chanel.

É uma peça que, de acordo a Vogue americana em 1962, se tornou numa “espécie de uniforme para todas as mulheres […]”

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O modelo foi desenhado pelo estilista Hubert Givenchy, da casa de alta costura Givenchy, em 1926 e demarcou pela sua simplicidade e elegância e, acima de tudo, é uma peça que se tornou um símbolo de libertação e modernização da mulher.

Em entrevista ao ex- diretor da Vogue americana, André Leon Talley, Miuccia Prada, criadora da marca Miu-Miu, considera que “desenhar um little black dress é tentar expressar, num objeto simples e banal, uma grande complexidade sobre as mulheres, a estética e o tempo em que vivemos.”

SALTOS ALTOS

Antigamente, os sapatos de salto alto eram apenas utilizados por homens nobres, como uma forma de garantir a sua superioridade, tendo sido popularizado na corte de Luís XIV.

No entanto, este tipo de calçado pode ser traçado na Idade Média, cujo propósito era manter os trajes da nobreza longe da lama e outros detritos das ruas.

Christian Louboutin Instagram

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O salto agulha surgiu apenas no séc.XX, após a I Guerra Mundial, tendo como objetivo oferecer ao público feminino uma figura mais elegante.

Atualmente, os saltos altos de Christian Louboutin, com a mítica sola vermelha, são alguns dos modelos que fazem mais sucesso entre o público.

CALÇAS DE GANGA

Em 1873, o empresários Jacob Davis e Levi Strauss, criador da marca Levi’s, obtiveram uma patente para criar um macacão sem alças, que não caísse, destinado aos trabalhadores das minas, para que estes estivessem mais confortáveis.

Deste modo, surgiram os primeiros jeans, tecido tipicamente usado pelos mineiros, que se tornaram o vestuário de eleição nos guarda-roupas atuais também, devido à sua versatilidade.

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POWER SUIT

Tudo começou com Coco Chanel, nos anos 20, e, em 1966, Yves Saint Laurent continua o seu legado com a construção do Le Smoking, desenhado exclusivamente para mulheres.

Aliás, nesta época o fato era uma peça um pouco paradoxal, na medida em que era esperado que uma no mundo dos negócios usasse este tipo de vestuário, mas, ao mesmo tempo, ainda havia muito preconceito por ser uma peça derivada do guarda-roupa masculino.

@powersuit

Contudo, foi nos anos 80 que o power suit tomou forma, com o apoio de designers como Giorgio Armani e Donna Karan. O grande objetivo era, de acordo com a Vogue Portugal, “transformar o power suit não num “derivado do guarda-roupa masculino”, mas numa segunda natureza feminina.”

Atualmente, já existe uma diversa escolha no que toca a este tipo de vestuário, podendo ser oversized, com padrões ou simplesmente monocromático.

BIKINI

Num mundo acabado de sair da II Guerra Mundial, a recuperação da liberdade era algo a ser celebrado e, neste sentido, surge a peça de roupa mais reduzido no armário de todas as mulheres: o biquíni.

Louis Réard foi o inventor do “fato de banho mais pequeno que o fato de banho mais pequeno do mundo” , segundo a Vogue Portugal, e a inspiração adveio da observação de Réard às mulheres francesas em plena estação balnear.

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No dia 5 de Julho de 1946, a bailarina exótica desfila pela primeira vez num biquíni, em Paris, e, de acordo com Jamie Samet abriu caminho para uma “segunda libertação” da mulher.

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MINISSAIA

Tal como o biquíni, a minissaia contribui também para a libertação da mulher e redefinir o seu papel na sociedade, obtendo assim um cariz político.

Apesar da ideia ter surgido de André Courrèges, a estilista Mary Quant, citada pela Vogue americana, defende que foram “raparigas de King’s Road” que deram significado ao que hoje conhecemos como minissaia.

Twiggy em King’s Road, Londres, 1966 ©Stan Meagher/Express/Getty Images

Porém nem toda a gente foi fã deste desenho. A estilista francesa Coco Chanel apelidou a minissaia como “simplesmente horrível” e, Quant acresenta que “obscena e nojenta” foram alguns de vários outros nomes atribuídos à peça.

Nos dias de hoje, a minissaia continua a fazer sucesso e uma representação daquilo que as mulheres conquistaram ao longo do tempo, motivando a que essa conquista continue.

O NEW LOOK DE CHRISTIAN DIOR

Inspirado pelo período de mudança e esperança que surgiu após a Segunda Grande Guerra, em 1947, o designer Christian Dior reinventou não só o guarda-roupa feminino mas, consequentemente, o que era ser mulher numa Europa devastada pela guerra.

Na sua autobiografia Christian Dior explica que em consequência da guerra “as mulheres ainda se pareciam e vestiam como Amazonas. Mas eu desenhava roupa para mulheres que eram quase como flores, com ombros arredondados, bustos totalmente femininos, e cinturas torcidas à mão por cima de saias que se abriam de forma grandiosa.”

Assim nasceu o”new look“, apelidado pela editora da Harper’s Bazaar da época, Carmel Snow, que consiste numa saia plissada preta acompanhada por uma jaqueta creme que realça as curvas do corpo, criando uma toilette completa, simples e elegante.

New Look, de Christian Dior, 1947 ©Keystone-France/Getty Images

SUITÃ

O sutiã é talvez uma das peças mais antigas no vestuário feminino. Começou por ser uma simples faixa, passou a espartilho até chegar ao típico sutiã de duas copas que conhecemos hoje.

@victoriassecret oficial

A Caresse Crosby foi a primeira marca a produzir e vender sutiãs, desde de então têm surgido sutiãs de vários tamanhos, formas e feitios, para todos os tipos de peito

No ano de 2001, o sutiã ganhou ainda mais destaque com o primeiro desfile da marca de lingerie americana, Victoria’s Secret, onde todos os anos é apresentado o fantasy bra, uma peça totalmente feita a partir de pedras preciosas, que é desfiladao por um dos “anjos.”