A Monstra, o festival de cinema de animação lisboeta, está de volta. Contando com mais de 500 anos e o Canadá como país convidado, o programa é preenchido de estreias nacionais e internacionais, retrospectivas e sessões de filmes que foram verdadeiros marcos na história da animação entre o dias 20 e 31 de março.

O Espalha-Factos mostra-te tanto as longas como as longas metragens que a Monstra te traz e que não podes perder:

Moulla, 2018, de Rui Cardoso

Moulla é uma curta metragem do realizador português Rui Cardoso, o criador da primeira série de animação portuguesa para televisão, a Maravilhosa Expedição às Ilhas Encantadas. O filme narra a história de Moulla, um Peshmerga cuja religião diz que pode tomar para si todo um harém, mas a ideia de ter de casar com uma mulher não o atrai particularmente.

O filme está inserido na Competição Vasco Granja/SPA e será exibido sexta-feira, dia 29 de março às 22h no Cinema São Jorge.

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Mirai, 2018, de Mamoru Hosoda 

Diretamente do Japão, Mamoru Hosoda (realizador Crianças Lobo O Rapaz e o Monstro) apresenta Mirai, uma história sobre o pequeno Kun, que se vê incomodado pela sua irmã recém-nascida, até que recebe uma visita da sua irmã do futuro que o leva numa viagem pelo tempo, ao longo de várias gerações.

Mirai está inserido na competição Longas e será exibido dia 26 de março às 22h no Cinema São Jorge.

Cai na real, Corgi, 2018, de Ben Stassen

Um filme mais direccionado para os mais novos, narra as aventuras do protagonista: o cão de estimação da Rainha de Inglaterra.

O realizador Ben Stassen vai estar presente para apresentar o filme que abre esta quarta-feira, dia 20 de março, o festival. A exibição será às 19:30 no Cinema São Jorge.

 

A Torre, 2018, de Mats Ground

Passado nos dias de hoje em Beirute, no Líbano, A Torre narra a história de Wardi, uma palestiniana de doze anos que vive com a sua família no campo de refugiados onde nasceu. Wardi embarca numa aventura e conhece a história de membros de três gerações da sua família ao tentar ajudar o bisavô a encontrar a esperança perdida.

Também inserido na Competição Longas, será exibido no dia 27 de março, às 22h no Cinema São Jorge.

 

A Torre | Fonte: Divulgação

Outubro 28, 2018, de Tiago Albuquerque

Uma curta nacional que conta a história de um Ser primordial que, apesar de rodeado por um mundo hostil, tenta manter-se pleno, metamorfoseando numa força inteligente destinado a dominar a força bruta.

Selfies, 2018, Claudius Gentinetta

Com um título facilmente reconhecido no palavreado atual, Selfies é uma bela mistura de desenho sobre papel, 2D e fotografia que junta centenas de selfies pitorescas, embaraçosas e perturbadas numa curta-metragem. Essas fotografias consolidam-se, formando um sorriso medonho nas caras de quem as tira, “um sorriso que ofusca o abismo da existência humana.”

Selfies e Outubro 28 competem na Competição Curta e serão exibidos no dia 25 de março, a partir das 20h no Cinema São Jorge.

Mary e Max, 2009, de Adam Elliot

Aparece na sessão “Históricos” da Monstra e, apesar de não competir em nenhuma categoria, vale a pena destacar esta longa-metragem australiana sobre uma amizade improvável entre dois pen-pals: Mary Dinkle, uma menina solitária de 8 anos de Melbourne e Max Horovitz, um judeu de 44 anos com Asperger, de Nova Iorque. Os dois criam laços inocentes e conquistam as audiências, trocando cartas sobre amizade, autismo, taxidermia, “de onde vêm os bebés”, cleptomania e outras surpresas da vida.

Mary e Max é exibido no dia 24 de março às 18, no Cinema São Jorge.

Mary e Max | Fonte: Monstra