Com o objetivo de combater o estigma da menstruação e ajudar as mulheres a obter melhores condições sanitárias, o Reino Unido criou um fundo global contra aquilo a que chamam “Pobreza do período”. Pretende-se que essas metas sejam cumpridas até 2050.

Penny Mordaunt, ministra para as mulheres e a igualdade, anunciou esta segunda-feira (4 de março) uma campanha inovadora que pretende acabar com a pobreza global até 2030. Segundo um comunicado feito pela mesma, um fundo de mais de dois milhões de euros será investido em organizações que promovem a saúde menstrual em todo o mundo.

A esta quantia serão ainda adicionados 290 mil euros destinados ao investimento em departamentos governamentais, instituições de caridade e empresas privadas britânicas, de modo a que o problema possa vir a ser resolvido permanentemente.

A iniciativa faz parte de um plano estratégico de grande escala que visa combater a descriminação de género na Grã-Bretanha. Em comunicado, Mordaunt relembrou a importância de as jovens mulheres terem a capacidade “se concentrar na sua educação e no futuro sem se preocuparem ou ficarem envergonhadas por causa do período“. “Isto é um problema global.Sem educação, raparigas e mulheres espalhadas por todo o mundo não serão capazes de dar os passos necessários para alcançar o seu verdadeiro potencial”, conclui.

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Segundo um inquérito promovido pela Plan International, organização não-governamental de defesa dos direitos das mulheres, perto de metade da população feminina de países em desenvolvimento vive sem os produtos de higiene necessários no momento da menstruação, sendo obrigadas a utilização panos, trapos ou papel para substituir produtos que, maioritariamente por dificuldades financeiras, não conseguem adquirir. Segundo o governo britânico, no próprio Reino Unido 10% de raparigas não têm condições para poder comprar pensos ou tampões.