Dia 8 de Março, sexta-feira, celebra-se o Dia Internacional da Mulher pelo mundo inteiro, que tem como objetivo não só a defesa dos direitos das mulheres, mas também a igualdade de género, temas que têm vindo a assumir um papel de destaque nestes últimos anos.

Esta data foi reconhecida pelas Nações Unidas em 1975 após a Rússia Soviética ter reconhecido os direitos das mulheres em 1917, neste mesmo dia.

Este ano, o Dia Internacional da Mulher inspira-se em dois temas: “Balance for Better” e o tema oficial das Nações Unidas, “More Powerful Together”. Ambos os temas retratam a necessidade de haver um maior envolvimento por parte do público masculino em questões como a igualdade de género e o movimento feminista, por exemplo.

Para além disto, estes dois temas são também um complemento um do outro. Enquanto que o o movimento “Balance for Better” pretende encontrar um equilíbrio de género por todo o mundo, o movimento “More Powerful Together” luta para tornar a igualdade de género uma realidade e não apenas um ideal.

SOBRE O TEMA MORE POWERFUL TOGETHER

De acordo com Janelle Weissman, diretora executiva do Comité Nacional das Mulheres da ONU, Austrália, em entrevista ao site australiano Now To Love, o tema “More Powerful Together” foi cuidadosamente escolhido para eliminar os pronomes “Nós” e “Eles” no diálogo sobre a igualdade de género e, ao invés, permanecer apenas o “Nós”, garantindo assim a criação de uma comunidade mais justa onde as mulheres possam viver livres de violência e opressão.

Weissman acrescenta ainda que “não se trata apenas de uma vitória para as mulheres, mas sim uma conquista para as famílias para que seja possível justo e livre de violência para todas as mulheres.”

Estes recentes eventos vêm ainda dar poder a movimentos sociais internacionais que têm surgido, tais como o #MeToo e HeforShe, e destacar a mensagem de igualdade de género.

Todos estes  movimentos contam com o apoio de celebridades como Nicole Kidman, Hillary Clinton, a duquesa Meghan Markle e Emma Stone, que em 2014 se tonou a embaixadora da UN Women Goodwill e tem sido uma das principais porta-vozes relativamente a este tema.

“Vamos encerrar as disparidades salariais entre homens e mulheres, fechar a lacuna de liderança e garantir que as mulheres tenham oportunidades iguais de se apoiar e aprender.” (Janelle Weissman)

 

Em Portugal, o Movimento Democrático de Mulheres, criado em 1968, é uma das principais associações que luta pela emancipação das mulheres, pela paz e pela dignidade humana, indissociável da luta pela construção de uma sociedade de igualdade, democracia, justiça social e desenvolvimento, cujo principal objetivo é unir as mulheres na defesa dos seus direitos e interesses como cidadãs e lutar pela igualdade de género não só a nível nacional, mas também internacional.

Neste sentido, no dia 8 de Março a cor roxo vai assumir um papel de destaque, visto que é a cor oficial que marca este a luta pelos direitos das mulheres e igualdade de género.

Estreou-se ao lado das cores verde e branco como uma das cores oficias da União Social e Política Feminina da Grã-Bretanha, a organização que liderou o movimento sufragista feminino no início do século XX. Mais tarde, o roxo foi também utilizado pelos movimentos feministas e de libertação da mulher que ocorreram na década de 60 e 70.

LÊ TAMBÉM: CINCO CRIAÇÕES DO MUNDO DA MODA DE MULHER PARA MULHER

De modo a que as pessoas possam participar ativamente neste dia, as Nações Unidas patrocinam vários eventos em diversas capitais, pelo mundo inteiro. No caso de Portugal, no dia 8 de Março irá ocorrer o evento Women In Tech Portugal Chapter launchlidrado pela embaixadora Claúdia Mendes Silva, que tem como objetivo não só o reconhecimento das mulheres no mundo da tecnologia, mas também a luta pela igualdade de género nesta realidade que, geralmente, é dominada pelo público masculino.

O evento será realizado  Centro de Informação Urbana de Lisboa – Câmara Municipal de Lisboa.