Personagens femininas há muitas, mas há algumas que realmente se destacam na televisão. Não precisam de ser super-heroínas, nem sequer protagonistas da história, podem ser bruxas, mães, ou até assaltantes.

O Espalha-Factos assinala o Dia da Mulher com seis personagens femininas poderosas da televisão. São personagens fortes, com características e vontades próprias, não são meros acessórios à narrativa e fazem de uma série delas.

 Daenerys Targaryen, Game of Thrones

Daenerys Targaryen com dragão

Emilia Clarke como Daenerys Targaryen em Game of Thrones (Fotografia: HBO)

Daenerys Targaryen é uma verdadeira mulher guerreira. Apesar de ter vivido com um irmão abusivo, torna-se numa mulher forte e rebela-se contra ele. Sofre várias tentativas de assassinato e de submissão, mas sobrevive sempre, cada vez mais poderosa e independente.

Daenerys é uma personagem que se transforma e se torna mais segura, capaz de derrotar tudo e todos. De tímida e subjugada passa a rainha de dragões, ordena assassinatos e exílios e luta contra todos os que tentam diminuí-la, mesmo que isso lhe possa custar a vida.

Emilia Clarke é quem interpreta Daenerys Targaryen e consegue capturar a essência desta mulher forte, confiante e corajosa. Daenerys inspira-nos a nunca cessar fogo contra quem nos pretende enfraquecer.

Lorelai Gilmore, Gilmore Girls

Lauren Graham como Lorelai Gilmore em Gilmore Girls

Lauren Graham como Lorelai Gilmore em Gilmore Girls (Fotografia: CW)

Lorelai Gilmore é uma personagem forte, independente e com uma voz muito própria. Foi representada por Lauren Graham durante sete anos na televisão, em Gilmore Girls.

É mãe de Rory Gilmore, de quem engravidou aos 16 anos. Após ter tido a filha, fugiu de casa dos pais abastados para a criar sozinha. Em Stars Hollow, encontra uma nova vida, arranja trabalho como empregada numa estalagem e consegue subir até à posição de gerente.

É uma personagem inteligente, desafiadora e, acima de tudo, uma sobrevivente. Mas tem também as suas falhas. Consegue ser egoísta, tem dificuldade em lidar com os seus traumas e usa o humor como defesa pessoal. As suas imperfeições tornam-na mais verosímil e até adorável.

Lorelai não tem medo de se afirmar, de fazer exatamente aquilo que quer, e de desafiar os seus pais ou qualquer outra pessoa. Não tenta agradar a ninguém e nunca diz aquilo que os outros esperam que diga. É um bom exemplo de uma personagem que quebra com os estereótipos do que é ser mãe na televisão.

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Peggy Olson, Mad Men

Peggy Olson com cigarro na boca e óculos de sol a carregar caixa de cartão no escritório

Elisabeth Moss como Peggy Olson em Mad Men (Fotografia: AMC)

Elisabeth Moss deu vida a Peggy Olson em Mad Men durante oito anos. A personagem teve tempo para crescer, amadurecer e provar que uma mulher pode ter sucesso num “mundo de homens”.

De secretária de Don Draper, Peggy passou a importante copywriter e depois a chief copy. O seu trabalho, dedicação e visão pessoal permitiram-lhe lutar contra a tradição e afirmar o seu valor. Numa era de mudança social, Peggy representa todas as mulheres fortes que virão afirmar o seu poder no mundo.

Peggy Olson é sonhadora, sensível, corajosa e inteligente. Apesar de ter todos contra ela, por vezes até a família, resiste e persiste a todos os obstáculos. Peggy mostra-nos que é importante lutar por aquilo que queremos, mesmo que seja difícil e demorado.

Regina Mills, Once Upon a Time

Reginal Mills segura num espelho

Lana Parrilla como Regina Mills em Once Upon a Time (Fotografia: ABC)

Regina, também conhecida como Evil Queen, é a principal antagonista em Once Upon a Time. Filha de uma feiticeira e de um rei, Regina Mills combina dois mundos em si: o da magia e do poder. Inicialmente, tudo o que a move é o amor. No entanto, após vários desgostos, torna-se vingativa e cruel, castigando todos os que lhe trouxeram sofrimento.

A personagem vive atormentada pelo medo de perder quem ama, especialmente o seu filho adotivo Henry. Faz tudo o que está ao seu alcance para o proteger, mas nunca se consegue desligar do passado.

Lana Parrilla é a atriz que dá vida a Regina, que nos mostra como esta personagem encontra poder na sua fragilidade e independência na sua solidão. Regina faz-nos perceber que há sempre dois lados para uma história e que os vilões também têm passado e sentimentos.

Sabrina Spellman, Chilling Adventures of Sabrina

Sabrina Spellman

Kiernan Shipka como Sabrina Spellman em Chilling Adventures of Sabrina (Fotografia: Netflix)

Sabrina é a estrela e protagonista de Chilling Adventures of Sabrina. É uma jovem adolescente, metade humana e metade bruxa, que se confronta com esses dois mundos antagónicos.

Sabrina é a protagonista adolescente feminina perfeita, concebida no caldeirão com a pitada certa de inteligência, determinação, independência e ousadia. Está sempre pronta para ajudar quem ama, defender-se a si própria e desafiar a ordem instituída, custe o que custar. Para além disso, tem também as suas falhas e inseguranças, não tivesse ela um lado (muito) humano.

Sabrina Spellman deve muito à atriz que a interpreta na série da Netflix, Kiernan Shipka, que nos faz acreditar naquele mundo mágico e obscuro. A personagem, baseada na banda-desenhada da Archie Comics, podia ser uma boa amiga nossa, deste século e deste mundo. Roberto Aguirre-Sacasa, criador da série, fez também um ótimo trabalho ao modernizá-la.

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Tokyo, La Casa de Papel

Tokyo, ou Silene Oliveira, com franja, cabelo curto castanho e um choker

Úrsula Corberó como Tokyo em La Casa de Papel (Fotografia: Netflix)

Tokyo, interpretada por Úrsula Corberó, é a protagonista e narradora de La Casa de Papel. O nome real da personagem é Silene Oliveira, mas esconde a sua identidade dos restantes colegas utilizando Tokyo. Foi inspirada na personagem de Natalie Portman, Mathilda, em Léon, o Profissional, uma rapariga de 12 anos que se torna a protegida de um assassino profissional.

Quando tinha apenas 14 anos, Tokyo entrou no mundo do crime, incentivada pelo seu namorado de 28 anos, que acaba por ser assassinado. A personagem vê-se envolta em vários problemas desde cedo, mas acaba por encontrar um refúgio com o Professor e os outros assaltantes.

Tokyo, tal como qualquer mulher fora da ficção, não é perfeita. É impulsiva e vingativa, fruto das circunstâncias da sua vida, mas luta ao máximo para fugir e ter um novo começo longe do crime. Pelo caminho, tenta sempre ajudar quem lhe é mais próximo, sem medo das consequências.