Alemanha, Bélgica, França e agora Portugal. Chegou a vez dos estudantes portugueses exigirem ao Governo medidas contra o impacto das alterações climáticas no ambiente. É já dia 15 de março e espera-se que a greve global tenha adesão de milhares de jovens.

A manifestação em Lisboa começa no Largo Camões e segue para a Assembleia da República. Vários estudantes faltam às aulas não por rebeldia, nem por melhores condições estudantis, mas por um mundo melhor.

Por todo o mundo há marchas e concentrações organizadas por alunos. Estão sinalizadas no Google Maps, onde se pode ver que este movimento está a ganhar força por todo o mundo.

UMA GERAÇÃO ATENTA ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Greta Thunberg. É este o nome da menina de 16 anos que deu origem ao movimento #SchoolStrike4Climate. A estudante sueca é ativista e já discursou na Cimeira do Clima das Nações Unidas, Polónia, em dezembro de 2018.

Todos os dias – desde as 8h30 até às 15h – Greta sentava-se nas escadas do Parlamento, em Estocolmo. Protestava junto de lideres políticos e empresários para que tomassem medidas para travar o aquecimento global.

Foi assim desde agosto de 2018 – altura das eleições na Suécia – até ao inicio do novo ano letivo. Com o começo das aulas, passou a fazê-lo todas as sextas-feiras. Além dos protestos, incentivou vários alunos a juntarem-se à causa que defende. Desde então passaram 20 semanas.

Semana após semana a jovem de apenas 15 já conseguiu que o movimento ultrapasse fronteiras e além da Europa, também na Austrália os jovens já fizeram greve para alertar para o problema do aquecimento global.

Num vídeo para o site francês Konbini news, Greta admite que está surpreendida com a adesão aos protestos.

A partir das 10h30 do dia 15 de março, as manifestações vão encher várias cidades de todos os continentes. Em Portugal os protestos estão marcados em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e Funchal.

As manifestações no Porto e em Coimbra acontecem junto às respetivas câmaras municipais e em Braga começa na Praça da República e vai até à Avenida Central.

De norte a sul do país, vários estudantes portugueses vão faltar às aulas para exigir que o Governo cumpra o Acordo de Paris, as metas da União Europeia para a diminuição das emissões dos gases de efeito estufa e que converta o fácil acesso de plásticos aos consumidores, em alternativas mais sustentáveis.

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Em Portugal já há medidas a serem tomadas, principalmente no que diz respeito ao uso de plásticos. A diretiva anunciada o mês passado pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, prevê que até janeiro de 2020 Portugal esteja livre de utensílios de plástico descartáveis.

Também a longo prazo – até 2021 – está em vista instalar 50 equipamentos para depósito de garrafas de plástico e latas de alumínio por todo o país. Sim. Para isso já existe o ecoponto amarelo, mas estes equipamentos têm como objetivo incentivar os consumidores a reduzir o consumo de plástico: dão um vale de desconto por cada garrafa entregue.